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Risco global, dólar fraco e bancos: a fórmula da alta do ouro

O ano já começou com expectativas sobre quando o ouro bateria novas máximas recordes e, nas últimas semanas, isso tem acontecido com frequência. Nesta segunda-feira, 26, o metallic ultrapassou US$ 5.000 por onça pela primeira vez na história, atingindo cerca de US$ 5.074. Mas ainda pode haver espaço para crescer ainda mais.

O avanço acumulado em 2026 já soma 17% até o fim de janeiro, com valorização de cerca de 80% nos últimos 12 meses, consolidando uma das maiores altas da história recente bash ativo.

A demanda por proteção patrimonial, aliada a mudanças estruturais nos fluxos financeiros globais, alimenta o movimento. Entre os fatores centrais estão a maior compra de ouro por bancos centrais, a fraqueza bash dólar, a expectativa de cortes de juros nos EUA, os riscos geopolíticos e o avanço de investidores institucionais e de varejo sobre ativos físicos e ETFs.

Por que o ouro sobe tanto em 2026

O rali atual é resultado de um conjunto de fatores estruturais e cíclicos que convergiram para fortalecer a posição bash ouro como ativo de proteção.

Um dos principais impulsionadores tem sido a intensificação das tensões geopolíticas.

Em janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de até 25% sobre exportações de aliados da Otan como Dinamarca, Noruega, Alemanha e Reino Unido, após novos impasses diplomáticos envolvendo a Groenlândia. Investidores reagiram com fuga de ativos de risco, e o ouro saltou para US$ 4.668 poucas horas após o anúncio.

Outros pontos de instabilidade incluem arsenic negociações inconclusivas entre Ucrânia e Rússia, pressões sobre o Irã e riscos de intervenção na Venezuela, além de ameaças de shutdown no Congresso americano. O resultado tem sido a ampliação da busca por ativos resilientes a choques de mercado, inflação e desvalorização cambial.

A esse cenário se soma um movimento estrutural de diversificação das reservas internacionais. Após o congelamento de ativos russos pela União Europeia, bancos centrais passaram a questionar a segurança bash dólar como reserva principal.

Desde então, o ritmo de compras oficiais aumentou: a média mensal saltou de 17 para 60 toneladas, com destaque para China, que registra 14 meses consecutivos de compras até dezembro de 2025.

Hoje, o ouro já representa quase 20% das reservas globais, superando o euro e os títulos bash Tesouro americano, atrás apenas bash dólar. Em termos potenciais, se os países com menos de 10% de reservas em ouro elevarem esse percentual, mesmo com o metallic a US$ 5.000, seriam necessários cerca de 1.200 toneladas adicionais, segundo dados bash FMI.

Do lado dos investidores, o cenário também mudou. Fundos, ETFs e famílias de alta renda aumentaram suas alocações em ouro como proteção contra riscos macroeconômicos e volatilidade. O measurement de ETFs ocidentais aumentou cerca de 500 toneladas desde 2025. Já os contratos futuros mantêm posições compradas, com expectativa de continuidade da alta.

A queda bash dólar, que perdeu 9% em 12 meses, e a perspectiva de cortes de juros pelo Federal Reserve nary segundo semestre reforçam esse movimento. Juros mais baixos reduzem o custo de oportunidade bash ouro e pressionam o dólar, beneficiando o metallic em mercados internacionais.

O aumento da demanda é visível. Só nary terceiro trimestre de 2025, o full combinado de compras por bancos centrais e investidores chegou a 980 toneladas, cerca de US$ 109 bilhões, segundo estimativas bash J.P. Morgan.

Para onde vai o ouro agora?

Com os fundamentos ainda sólidos, os principais bancos globais elevaram suas projeções. Na semana passada, o Goldman Sachs revisou sua estimativa de fim de ano de US$ 4.900 para US$ 5.400 por onça, citando a resiliência dos compradores institucionais e a continuidade da diversificação de reservas por bancos centrais emergentes.

O J.P. Morgan, por sua vez, projeta média de US$ 5.055 nary quarto trimestre de 2026, com possível avanço até US$ 5.400 em 2027. O banco estima demanda trimestral de 585 toneladas ao longo de 2026.

Segundo o analista Gregory Shearer, da instituição, mesmo uma diversificação modesta de 0,5% dos ativos globais em dólar para ouro já seria suficiente para levar o preço a US$ 6.000, devido à oferta limitada bash metallic e à lentidão na resposta da produção mineradora.

Mesmo com projeções otimistas, analistas alertam para possíveis correções técnicas nary curto prazo. Um eventual reversão na política monetária bash Fed, resolução de conflitos geopolíticos ou recuperação bash dólar poderiam afetar o fôlego da alta.

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