Há exatos 12 anos, a Sabesp anunciava um desconto na conta de água de quem reduzisse o consumo em meio à crise hídrica que assolava a Grande São Paulo. Hoje, mesmo com os sistemas de abastecimento em níveis semelhantes aos observados na ocasião, o governo paulista e a companhia não viram, até o momento, necessidade de repetir a política.
No dia 1º de fevereiro de 2014, a Sabesp divulgou que aplicaria um desconto de 30% na conta de quem reduzisse o consumo em, ao menos, 20%. A medida era válida para os usuários do Sistema Cantareira, principal reservatório da região metropolitana que apresentava, na data, 21,9% de seu volume preenchido.
À época, o nível do Sistema Integrado Metropolitano, que reúne os sete sistemas que abastecem a Grande São Paulo, tinha um nível útil de 38,2%. O volume é superior ao registrado atualmente –até este sábado (31), o nível era de 34,6% no sistema integrado.
Já o Cantareira, até sábado, estava em 22,7%. O nível é próximo do registrado no reservatório em 31 de janeiro de 2014, de 22,2%. O sistema abastece 9 milhões de pessoas, quase metade dos 21 milhões que vivem na região metropolitana.
O desconto nas contas, conhecido como bônus, foi aplicado entre fevereiro de 2014 e abril de 2016. A primeira vez que a política foi adotada pela companhia de saneamento foi em abril de 2004, também em um período de crise hídrica.
A Secretaria estadual do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, em nota enviada ao Painel, disse que hoje os sistemas de abastecimento atuam de forma integrada, o que facilita o acompanhamento de questões como volume armazenado e consumo.
"Diante da efetividade das medidas em curso e dos dados técnicos disponíveis, não foram adotados bônus ou tarifas de contingência até o momento. Esse modelo de gestão integrada vigente hoje não existia em 2014, quando os sistemas operavam de forma isolada, e hoje contribui para monitorar e prevenir o agravamento de cenários de escassez", diz o texto.
O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) evita tratar a escassez como crise hídrica. É a primeira vez que a Sabesp enfrenta um estado de alerta de desabastecimento desde que foi privatizada, em julho de 2024.
Desde agosto do ano passado, a companhia tem reduzido a pressão da água durante um período maior pela noite, de cerca de dez horas, para tentar reduzir os efeitos do período de estiagem. No mês de dezembro, moradores da região denunciavam a falta de abastecimento regular de água.
A gestão Tarcísio alega, no entanto, que a redução da pressão "resultou em economia superior a 82,9 bilhões de litros de água —volume equivalente ao consumo mensal de cerca de 14 milhões de pessoas".
Também em nota enviada à reportagem, a Sabesp afirmou que tem fornecido caixas d’água para famílias de baixa renda da região metropolitana com intuito de ampliar as reservas de água.
A companhia disse ter instalado 130 caixas d’água e estar com outras 24 sendo instaladas na Grande São Paulo. Ela não informou desde quando tem realizado a ação.

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