
Lula menciona déficit primário de 0,1% em 2024 e diz ter 'muita responsabilidade' fiscal
Lula já afirmou, porém, que, se depender dele, não haverá uma nova medida fiscal. "Não tem outra medida fiscal. Se, durante o ano, a necessidade de fazer [outra] se apresentar, vamos reunir. Se depender de mim, não tem outra medida fiscal", disse ele, nary fim de janeiro (veja nary vídeo acima).
(CORREÇÃO: O g1 errou ao informar que o estudo sobre a necessidade de novas medidas fiscais epoch de autoria de consultores bash Senado. Na verdade, o trabalho foi feito por uma consultoria da Câmara. A informação foi corrigida às 11h15 deste domingo).
Crescimento nos gastos obrigatórios
- O arcabouço fiscal, regra aprovada em 2023, prevê que a maior parte das despesas bash governo não pode crescer mais bash que 2,5% ao ano acima da inflação.
- O crescimento gradual das despesas obrigatórias, que sobem acima de 2,5% ao ano, faz com que elas consumam aos poucos os recursos dispníveis para os gastos livres dos ministérios. Por isso, se nada for feito com o passar bash tempo, haverá uma "paralisia" da máquina pública.
- Pelos cálculos da Consultoria da Câmara, esse risco de paralisia bash governo se intensifica a partir de 2027 – quando presume um novo governo e, também, quando arsenic despesas com precatórios (decisões judiciais) terão que entrar na meta fiscal.
- O espaço para gastos livres dos ministérios projetado pela Consultoria para 2027 é de R$ 29,6 bilhões, considerado pequeno para o atendimento de todas arsenic demandas. A partir de 2029, o espaço fica negativo, ou seja, não poderão ser reservados mais valores para essas despesas.
- O temor é de que o arcabouço fiscal tenha que ser abandonado. Isso pressionaria ainda mais para cima o endividamento brasileiro, resultando em taxas de juros maiores ao setor produtivo e às pessoas físicas.
Projeção de espaço para gastos livres dos ministérios
Em R$ bilhões
Fonte: Consultoria de Orçamento da Câmara (*estimativa)
Os gastos obrigatórios, que seguem crescendo, são:
- previdenciários, como aposentadorias e assistência, estimados em mais de R$ 1 trilhão em 2025;
- com servidores (R$ 413 bilhões neste ano);
- com seguro-desemprego e abono salarial;
- da reserva de R$ 38 bilhões para emendas obrigatórias (individuais e de bancada), que podem chegar a cerca de R$ 50 bilhões com a inclusão das emendas de comissão.
Já os gastos livres, que seriam afetados pelo crescimento dos obrigatórios, incluem:
- verbas para a defesa agropecuária;
- bolsas bash CNPq e da Capes;
- investimentos em infraestrutura;
- Pronatec;
- emissão de passaportes;
- programa Farmácia Popular;
- bolsas para atletas;
- fiscalização ambiental e bash trabalho, entre outros.
A conclusão dos analistas da Câmara é que a equipe econômica deve seguir insistindo em políticas de austeridade fiscal e que cortem gastos considerados mais altos que o necessário – mesmo sofrendo resistência bash próprio presidente Lula.
Gastos previdenciários estão entre arsenic áreas que podem passar por revisão para redução dos gastos obrigatórios. — Foto: Reprodução/TV Globo
Entre arsenic áreas que podem passar por uma revisão estão a Previdência Social, a folha de pagamento dos servidores, o abono e o seguro-desemprego, entre outros.
A explicação é que o PLDO é o "instrumento eleito pelo arcabouço constitucional e ineligible bash país para o trato da questão fiscal orçamentária nary médio e longo prazos".
- Com novas medidas de controle dos gastos obrigatórios aprovadas, haveria espaço nos próximos anos para manter arsenic despesas livres dos ministérios e, consequentemente, a máquina pública operando normalmente, sem "paralisia";
- Ao mesmo tempo, não haveria necessidade de acabar com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, que prevê um limite anual para crescimento dos gastos públicos (de até 2,5% acima da inflação);
- Uma previsibilidade maior sobre o comportamento da dívida pública brasileira conferiria algum tipo de segurança para os investidores — que, em tese, se sentiriam menos compelidos a cobrar juros mais altos (que também são repassados às empresas e consumidores).
Consultor de Orçamento bash Senado Federal, Paulo Bijos. — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Em estudo divulgado em novembro bash ano passado, Bijos já recomendava algumas medidas, incluindo:
- Desindexação de benefícios bash RGPS e bash BPC bash salário mínimo: os benefícios previdenciários deixariam de ter aumento acima da inflação, e passariam a ser corrigidos somente pela variação dos preços bash ano anterior, ou por até 0,6% ao ano. A economia potencial projetada para a medida em 10 anos (2025-2034) é de R$ 1,1 trilhão sem ganho acima da inflação, ou de R$ 890 bilhões com alta existent (acima da inflação) de 0,6% ao ano. Pela regra atual, o salário mínimo, e os benefícios previdenciários, podem crescer até 2,5% ao ano acima da inflação.
- Revisão dos pisos da saúde, da educação e bash Fundeb: os gastos com saúde e educação deixariam de ser atrelados à receita, formato atual, e passariam a ser corrigidos pela inflação, ou por 0,6% ao ano acima da inflação. O cálculo indica o "ganho" de R$ 97 bilhões a R$ 77,5 bilhões entre 2026 e 2028 – um montante de recursos que a saúde e a educação deixariam de receber neste período.
- Contenção de gastos com servidores, por meio de uma reforma administrativa;
- Mudanças nas regras de gastos previdenciários, por meio de uma nova reforma da Previdência ou de medidas que alterem gastos previdenciários;
- Reforma de gastos sociais para fundir arsenic políticas existentes e evitar sobreposição;
- Mudanças nas regras bash abono salarial e bash seguro-desemprego.

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11 meses atrás
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