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Setor do café avalia que tarifas seguem proibitivas após cortes: 'Não muda'

Exportações de café caíram após as tarifas impostas. Somente em outubro, as exportações recuaram 54,4% em relação ao mesmo período do ano passado, afirma o Cecafé. Na avaliação de Matos, somente a exclusão total das tarifas representaria o "melhor dos mundos" ao Brasil. "[Com a anulação da cobrança] estaríamos em condições de igualdade com os principais concorrentes de café arábica, próximos ao Vietnã [segundo maior produtor do mundo] e novamente dentro do contexto."

Setor diz que vai se manter empenhado nas negociações. A Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) destacou em nota que permanecerá vigilante para garantir a estabilidade do setor com as cobranças adicionais ao café verde, torrado, torrado e moído, descafeinado e demais variações. "A Abic continua acompanhando de perto todos os desdobramentos regulatórios e tarifários que envolvem o mercado norte-americano e seguirá trabalhando para garantir segurança jurídica, competitividade e previsibilidade à indústria brasileira de café", diz.

"Tarifaço" contra o Brasil elevou o preço do café nos EUA. Com a determinação da cobrança de 50% sobre as vendas direcionadas aos norte-americanos, o preço do café no país disparou quase 200% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O impacto negativo elevou a reprovação dos cidadãos americanos à gestão Trump.

Queda das tarifas comerciais era esperada nos últimos dias. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, antecipou que Trump colocaria fim no tarifaço de produtos que não são cultivados nos Estados Unidos. A fala tem referência direta ao café e à banana, produzidos em baixa escala nos EUA e que foram contemplados com o fim das tarifas recíprocas.

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