E se fosse possível transformar seu vaso de planta em um purificador de ar natural, capaz de reduzir 30% da poluição doméstica de um espaço de 15 metros quadrados? Para acionar o seu próprio filtro caseiro, você só precisa adicionar um sachê bem diferente na água da próxima rega e esperar a mágica acontecer. Dentro do sachê está o resultado de mais de cinco anos de pesquisa em biotecnologia na forma de bactérias especiais.
Essa inovação foi batizada pela startup francesa Neoplants como Power Drops que, ao pé da letra, significa “gotas de energia” e foi projetada na capital francesa, mas é fabricada nos Estados Unidos. O objetivo de seus inventores foi criar um filtro biológico que não faz uso de energia elétrica para melhorar a qualidade do ar interno, capturando justamente as nanopartículas que os purificadores convencionais não conseguem barrar.
Concentração de poluentes no ar doméstico pode reduzir com apenas um vaso de planta com bactérias aprimoradas — Foto: Divulgação/Pexels (cottonbro studio) Se você mora em centro urbano está bastante familiarizado com a poluição externa causada por escapamentos de automóveis, atividades industriais e queimadas. É mais difícil aceitar, no entanto, que está exposto dentro de sua própria casa a poluentes que são emitidos continuamente por materiais de construção, revestimentos, solventes, tintas, produtos de limpeza e até madeira.
Atividades como fumar e cozinhar também liberam substâncias tóxicas dentro de casa. Recentemente, o TechTudo apresentou os resultados de um estudo que aponta que a forma de fritura menos poluente é a Air Fryer. Limitar compras, usos e ações mais poluentes, inclusive, é uma das formas de mitigar o problema. Ventilar bem a casa é outra, mas nem sempre acessível, a depender do clima e de alguns compostos químicos perigosos que são emitidos de forma contínua e por várias fontes domésticas.
É aí que entram os purificadores convencionais, pois eles são capazes de eliminar do ambiente interno uma grande parte de partículas poluentes que fazem mal à saúde. O ar doméstico está carregado de material particulado em suspensão e compostos orgânicos voláteis. O primeiro diz respeito a partículas sólidas e líquidas de tamanhos variados e que, a depender do sistema de filtragem do aparelho, são reduzidas drasticamente com o uso de um purificador de ar portátil.
O segundo já é um pouco mais complicado. Compostos orgânicos voláteis, os COVS, são contaminantes gasosos, muitos deles tóxicos e cancerígenos como formaldeído, benzeno, tolueno, entre outros. A exposição crônica pode gerar alergias, irritações nos olhos e garganta, agravamento de doenças respiratórias como asma, câncer, além de prejudicar as funções cognitivas.
O filtro HEPA, por exemplo, cuja sigla significa “Alta Eficiência na Retenção de Partículas” não consegue filtrar COVs. Outras tecnologias existentes tentam remediar um problema, causando outros. Foi na tentativa de encontrar uma solução sustentável que as Power Drops foram criadas pela Neoplants.
O kit mais básico de Power Drops vem com três sachês para três meses de uso — Foto: Divulgação/Neoplants Purificador de ar natural
Seria possível ter plantas domésticas aprimoradas geneticamente para melhorar a qualidade do ar interno? Durante a pesquisa, a empresa descobriu que seria mais simples, rápido e fácil de passar pelas regulamentações internacionais focar apenas nas bactérias que trabalham em conjunto com as plantas para absorver e metabolizar substâncias tóxicas. Elas só precisam enfrentar um processo conhecido como evolução direcionada.
É assim: durante os testes, duas linhagens de bactérias se mostraram mais eficientes do que outras na decomposição de compostos orgânicos voláteis para fontes vitais de carbono: Methylobacterium extorquens e Pseudomonas putida. A evolução artificial assistida em laboratório ou evolução direcionada seria justamente aprimorar essa habilidade inata dos micróbios.
Para isso, aos poucos, as cepas de bactérias foram expostas gradualmente a mais e mais compostos nocivos como formaldeído e BTEX. Ao longo de cinco anos, as culturas de bactérias foram recebendo COV líquido em quantidade superior ao tolerado pelas bactérias. Aquelas que sobreviviam eram selecionadas para multiplicação. E, assim, criou-se uma população de centenas de bilhões de organismos aprimorados para decomposição de poluentes.
As bactérias turbinadas da Neoplants são inofensivas para humanos e animais e também são conhecidas pela interação intensa com as plantas. Ambas as cepas, quando adicionadas ao solo, se instalam nas raízes para trocar compostos químicos como açúcares, minerais, nitrogênio e poluentes. Portanto, o purificador natural só se encontra completo quando a planta e seu microbioma atuam juntos na degradação de COVs.
Para usar é bastante simples. Cada sachê de Power Drops contém os tais microrganismos purificadores selecionados, testados e desidratados, acompanhados de proteína isolada de soja. É preciso adicionar o conteúdo do sachê em um copo de vidro com água e mexer até sua diluição total. Ao final, é só adicionar a solução ao solo da planta para ativar o filtro natural. A recomendação é repetir o processo mensalmente.
O conteúdo do sachê deve ser dissolvido em água para ser administrado na planta durante a rega — Foto: Divulgação/Neoplants Em um white paper disponível para consulta, a empresa afirma que os testes foram realizados em oito espécies diferentes de plantas domésticas, que tiveram eficiência aumentada na remoção de poluentes em 30 vezes. Plantas tratadas com Power Drops reduziram as concentrações de COV em 30% em ambientes de 15 metros quadrados. Vale citar que não funciona com cactos e suculentas.
As Power Drops já estão à venda e entregam no Brasil. Até o fechamento da matéria, em abril de 2025, um pacote com três sachês para três meses de uso, está custando $ 9 (cerca de R$ 50 na cotação atual) e inclui uma taxa de $ 34 (cerca de R$ 191) para compras únicas. Também existe um serviço de assinatura e pacotes com mais sachês com descontos progressivos.
Um outro kit à venda, chamado Neo Px, inclui três sachês Power Drops, um vaso de planta de fibras naturais autoirrigável e uma planta do tipo Pothos Marble Queen ou jiboia branca, que garante o desempenho ideal do sistema de purificação natural. A compra única do combo sai por $ 119 (cerca de R$ 668).
Mesmo que o investimento nessa tecnologia ainda não seja financeiramente acessível a todos, o purificador de ar natural parece alcançar seu principal objetivo, que é impulsionar mudanças positivas mostrando todo potencial ainda existente na própria natureza para um futuro mais verde, em detrimento de tecnologias já manjadas como uso de máquinas e inteligência artificial.
Essa matéria faz parte da iniciativa #UmSóPlaneta, união de 19 marcas da Editora Globo, Edições Globo Condé Nast e CBN. Conheça o projeto aqui 👈
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8 meses atrás
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