O aumento nas buscas por termos como “simulador de aposentadoria”, “quando posso me aposentar” e “calculadora INSS” evidencia a preocupação crescente dos brasileiros em planejar o futuro. Desde que a Reforma da Previdência entrou em vigor, em 2019, as novas regras de transição, idade mínima e tempo de contribuição passaram a gerar dúvidas — e muitos trabalhadores ainda não sabem exatamente em qual cenário se encaixam. Para esclarecer esse processo, o TechTudo reuniu neste guia as ferramentas mais confiáveis para calcular tempo e valor da aposentadoria, explicando como funcionam e quais cuidados devem ser observados para garantir clareza e segurança na hora da simulação. Confira.
Simulador de aposentadoria do INSS: veja onde calcular tempo de contribuição — Foto: Mariana Saguias/TechTudo Simulador de aposentadoria do INSS: veja onde calcular tempo de contribuição
No índice abaixo, confira os tópicos que serão abordados nesta matéria do TechTudo.
- O que é o simulador de aposentadoria do INSS (Meu INSS)
- Melhores simuladores e calculadoras online de aposentadoria
- Como usar o simulador do Meu INSS – passo a passo
- Atenção: limites e cuidados ao usar simuladores
- Quando vale procurar um especialista
1. O que é o simulador de aposentadoria do INSS (Meu INSS)
O simulador de aposentadoria do INSS, disponível no site e no aplicativo Meu INSS (Android e iOS), permite ao segurado calcular quando poderá se aposentar e em quais condições. A análise parte de um cruzamento automático dos dados já registrados na base do instituto e mostra diferentes cenários, sem que o beneficiário precise se deslocar até uma agência.
O simulador calcula tempo de contribuição, idade mínima e regras de transição previstas pela Reforma da Previdência de 2019, que seguem sendo ajustadas ano a ano até 2031. Em 2026, por exemplo, a regra geral exige que mulheres se aposentem aos 62 anos e homens aos 65, com contribuição mínima de 15 e 20 anos, respectivamente. Já nas regras de transição, a idade mínima sobe para 59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens, além da exigência de pontuação maior: 93 pontos para mulheres e 103 para homens. O sistema mostra se o usuário já atingiu os requisitos ou quanto tempo ainda falta, considerando tanto aposentadoria por idade quanto por tempo de contribuição.
No entanto, vale mencionar que o serviço tem limitações. Ele depende do cadastro atualizado no CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais), ou seja, só calcula com base nos vínculos e contribuições que já constam no sistema. Se houver períodos de trabalho sem registro, contribuições atrasadas ou dados incorretos, esses não entram na conta e podem alterar o resultado da simulação.
Simulador Meu INSS está disponível no app ou no site oficial — Foto: Reprodução/Shutterstock 2. Melhores simuladores e calculadoras online de aposentadoria
1. Simulador do Meu INSS (oficial)
O simulador do Meu INSS é a ferramenta oficial do governo e se conecta diretamente ao CNIS, garantindo cálculos com base nos registros reais de contribuição. Ele mostra regras de transição e projeta tempo de contribuição e idade mínima conforme a Reforma da Previdência. A precisão é o grande diferencial, mas o resultado só é confiável se o cadastro estiver atualizado, já que vínculos não registrados ficam de fora.
Home do portal Meu INSS — Foto: Reprodução/Diego Cataldo 2. Calculadora de Aposentadoria – Serasa
A calculadora da Serasa é voltada para quem busca praticidade, pois não exige login e entrega uma simulação rápida em poucos cliques. É útil para ter uma noção inicial de quando a aposentadoria pode acontecer, com linguagem simples e acessível. Por outro lado, não tem integração com os dados oficiais do INSS, funcionando apenas como estimativa baseada nas informações fornecidas pelo usuário.
Calculadora do Serasa é uma alternativa para simular aposentadoria — Foto: Mariana Saguias/TechTudo 3. Simulador de Aposentadoria – UOL
O simulador do UOL se destaca pela interface amigável e pelo caráter educativo, já que explica as regras da Previdência enquanto realiza os cálculos. Isso ajuda o usuário a entender melhor como cada requisito impacta no resultado. A experiência é clara e didática, mas depende totalmente das informações inseridas manualmente, sem conexão com os registros oficiais.
Simulador do UOL tem interface amigável — Foto: Mariana Saguias/TechTudo A ferramenta do Jornal O Globo segue as regras da Previdência e apresenta os resultados em linguagem acessível, pensada para o público geral. É uma boa opção para quem quer compreender os cenários possíveis sem se perder em termos técnicos. Ainda assim, funciona como projeção, já que não tem vínculo direto com o INSS e não acessa dados cadastrais.
Calculadora d'O Globo usa linguagem leve — Foto: Reprodução/Diego Cataldo 3. Como usar o simulador do Meu INSS – passo a passo
O beneficiário pode usar o simulador do Meu INSS tanto pelo aplicativo quanto pelo site oficial. O passo a passo a seguir foi produzido no app.
Passo 1. Abra o app Meu INSS e clique em "Entrar com gov.br". Em seguida, informe o CPF, a senha e toque em "Entrar".
Faça login com CPF e senha no app Meu INSS — Foto: Reprodução/Diego Cataldo Passo 2. Na tela inicial do Meu INSS, clique em "Mais Serviço". Depois, toque em "Simular Aposentadoria". O aplicativo exibirá informações sobre o contribuinte, como idade e tempo de contribuição.
Selecione a opção "Simular Aposentadoria" — Foto: Reprodução/Diego Cataldo Passo 3. Nesta mesma tela, mais abaixo, o meu INSS mostra as regras para a aposentadoria. Toque nelas para ver as informações detalhadas.
Veja a situação em cada uma das regras para aposentadoria — Foto: Reprodução/Diego Cataldo 4. Atenção: limites e cuidados ao usar simuladores
Embora seja uma ferramenta oficial, o simulador de aposentadoria do Meu INSS não deve ser confundido com uma análise definitiva sobre o direito ao benefício. Como o nome sugere, ele simula e ajuda a projetar cenários de aposentadoria com base nos dados já registrados no sistema. No entanto, algumas situações importantes que precisam ser consideradas.
Em primeiro lugar, o simulador não substitui a avaliação de um especialista em previdência. Advogados e contadores podem identificar situações específicas que o cálculo automático não contempla. Entre os pontos que podem ficar de fora estão os períodos especiais, como atividades insalubres ou trabalho rural, que exigem regras próprias e comprovação documental. Também não entram na conta vínculos empregatícios não registrados no CNIS ou contribuições em atraso, que precisam ser regularizadas para serem reconhecidas pelo INSS.
Outro cuidado é com a segurança digital. O simulador oficial está disponível apenas no site "meu.inss.gov.br" e no aplicativo Meu INSS para Android e iOS. Qualquer outro site que solicite CPF, senha ou dados sensíveis deve ser evitado, pois pode se tratar de tentativa de fraude. O acesso pelo portal e pelo app é seguro, pois utiliza autenticação via conta gov.br, que confere ao usuário proteção das informações pessoais.
Entenda limites e cuidados na hora de usar um simulador de aposentadoria — Foto: Mariana Saguias/TechTudo 5. Quando vale procurar um especialista
Como dito no tópico anterior, o simulador não substitui a avaliação de um especialista em direito previdenciário ou contabilidade. Isso porque, em casos mais complexos, o sistema automático não consegue calcular tudo sozinho. Neste caso, a orientação do profissional serve para garantir que todos os detalhes sejam considerados.
Entre os exemplos de situações específicas estão os trabalhos especiais, como atividades insalubres ou perigosas, que podem reduzir o tempo necessário para se aposentar, mas exigem documentação e análise específica. Também merecem atenção as contribuições feitas em diferentes regimes de previdência, como quando o trabalhador atuou em empregos públicos e privados, ou precisará fazer a chamada “contagem recíproca” para somar períodos. Outro ponto que foge ao simulador são os períodos de trabalho no exterior, que podem ou não ser reconhecidos dependendo de acordos internacionais firmados pelo Brasil.
Além disso, quem é MEI ou autônomo e tem lacunas de contribuição precisa avaliar se é possível regularizar os pagamentos atrasados e como isso impacta no cálculo final. Nesses casos, o especialista ajuda a identificar se compensa quitar os débitos, como comprovar vínculos e quais documentos apresentar ao INSS.
Especialista resolve situações em que o simulador pode falhar — Foto: Reprodução/Adobe Stock Veja também: Qual era a coisa mais MODERNA de 2010? (E que hoje ninguém mais usa...)
Qual era a coisa mais MODERNA de 2010? (E que hoje ninguém mais usa...)

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6 dias atrás
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