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Sinalizar futuro da Selic dificultaria a política monetária, diz Galípolo

O presidente do BC reconheceu que as queixas dos agentes financeiros são comuns. "Os economistas e participantes do mercado estão no direito de querer e pedir esse tipo de informação, mas o Banco Central se reserva o direito de não dar essa informação quando ele achar que não o interessa. Não por estar escondendo, mas porque a decisão vai ser tomada em 40 dias", ressaltou Galípolo.

Ele avaliou serem "normais" as solicitações por sinalizações dos próximos passos do BC. Ainda assim, Galípolo afirmou que a conjuntura econômica atual impede a manifestação devido à imprevisibilidade presente. "É normal esse tipo de pedido, mas nenhum Banco Central do mundo está fazendo isso nem a literatura recomenda, devido ao ambiente de incerteza", explicou Galípolo.

A ata que motivou as críticas não sinalizou a manutenção do ciclo de cortes da taxa Selic. O documento para explicar o corte de 0,25 ponto percentual da taxa Selic, para 14,25% ao ano, menciona que o "forte aumento da incerteza" exige "serenidade e cautela" nos próximos passos de condução da política monetária. Para isso, a autoridade monetária avalia a necessidade de observar a evolução das expectativas de inflação antes das definições sobre a Selic.

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