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Situação externa dificulta conter alta do combustível no Brasil, diz ex-ANP

O que restaria seria aumentar o subsídio, que aumenta o custo fiscal das medidas. O que poderia ter sido feito e não foi é fazer um subsídio direcionado para os mais necessitados, os caminhoneiros e transportistas, os mais afetados por um aumento do diesel. A decisão foi por uma medida geral que afeta todos os consumidores, então isso aumenta muito o custo.

O que o governo pode fazer numa hora dessa de crise aguda nos preços é atuar nos tributos. Foi o que foi feito. Isso mitiga a defasagem de preço que existe hoje entre o preço praticado no Brasil e os internacionais.

É uma medida de curto prazo. Nunca houve o repasse instantâneo da volatilidade internacional para os preços. Há uma amortização relativa, mas que não pode perdurar por muito tempo. São medidas que têm um efeito de curto prazo. Décio Oddone, ex-diretor da ANP

O ex-diretor da ANP ressalta que a interrupção no fluxo global de petróleo pode agravar ainda mais a crise e elevar a volatilidade dos preços internos.

Nesse primeiro mês de crise, os efeitos foram amortecidos porque grande parte dos navios que transportavam petróleo e derivados saídos do Golfo já tinham atravessado o Estreito de Hormuz e estavam navegando em direção aos seus destinos, especialmente no Sudeste Asiático. Eles chegaram e novos navios não saíram, então houve um corte no abastecimento.

Fala-se muito, ficando só no petróleo, que 20% do petróleo consumido no mundo passa pelo estreio de Hormuz. É verdade, mas o impacto é muito maior do que isso, porque dos cento e poucos milhões de barris de petróleo consumidos no mundo, mais da metade é consumido localmente. A disruptura é da ordem de quase metade do comércio mundial de petróleo.

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