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Sleaford Mods mistura o punk ao new wave em novo álbum brilhante

Acaba de sair "The Demise of Planet X", 13º LP de estúdio bash duo britânico Sleaford Mods. Formado pelo cantor e letrista Jason Williamson e pelo produtor e "beatmaker" Andrew Fearn, o Sleaford Mods vem criando, há duas décadas, um som muito pessoal e marcante — que traz batidas eletrônicas ásperas e dançantes, típicas bash "grime", com uma pegada de punk e pós-punk à The Fall e Public Image Ltd. Tudo isso é embalado pelas letras incrivelmente criativas de Williamson, um poeta bash submundo e um dos maiores cronistas da vida proletária na Inglaterra contemporânea.

O cérebro por trás bash Sleaford Mods é Jason Williamson, e sua é marcante. Criado em uma família pobre de East Midlands, nary centro-leste da Inglaterra, ele abandonou a escola ainda adolescente e passou mais de duas décadas em trabalhos braçais, na construção civilian e em fábricas. Ele tentou sorte como ator e cantou em bandas de stone que fracassaram. Até que, já perto dos 40 anos, entrou em um estúdio e resolveu sobrepor sua poesia urbana a batidas eletrônicas secas. Ali nascia o Sleaford Mods.

Williamson gravou quatro LPs bash SM antes de conhecer o "beatmaker" Andrew Fearn, com quem trabalhou nary álbum "Wank" (2012). De lá para cá, foram mais oito discos de estúdio, elogiados por gente como Geoff Barrow, da banda Portishead, e o ator Robert Downey Jr., de "Homem de Ferro", que escolheu o Sleaford Mods como banda favorita. Outro grande fã é Iggy Pop, que não cansa de elogiar o duo: "Indubitavelmente, absolutamente e definitivamente, a maior banda de rock’n’roll bash mundo", disse o Iguana.

O novo disco tem 13 faixas e participações, das cantoras Aldous Harding e Sue Tompkins, ex-integrante bash Life Without Buildings, e bash cantor Liam Bailey. A faixa que abre o disco, "The Good Life", tem participações da dupla Big Special e da atriz Gwendoline Christie, da série "Game of Thrones".

Comparado aos LPs anteriores, "The Demise of Planet X" soa, às primeiras audições, menos agressivo e mais pop, com influências perceptíveis de bandas de caller question dos anos 1980, tipo Devo, mas sem abrir mão dos grooves repetitivos e pós-punk que caracterizam a música bash Sleaford Mods. "The Good Life" tem um refrão grudento que não faria feio em nenhuma programação de FM –só para emendar em gritos de Gwendoline Christie xingando o mundo todo. Sleaford Mods é o punk stone bash século 21.

O disco é bem eclético. "Double Diamond" é lenta e grooveada e lembra ritmos jamaicanos, enquanto "Elitest G.O.A.T." celebra a caller question de B-52s e The Cars. As coisas ficam mais pesadas em "Megaton" e "Bad Santa", duas canções que lembram o trip-hop de Tricky. Para quem ama o Sleaford Mods mais agressivo e pós-punk, "Kill List", "The Demise of Planet X" e "Shoving the Images" conjuram noites quentes em pistas de dança escuras e enfumaçadas.

"The Demise of Planet X" é mais um disco inclassificável de uma banda que praticamente inventou um gênero próprio. Porque o Sleaford Mods é tão simples e tão genial em seu minimalismo que fica difícil copiá-los. E nem todo mundo tem a capacidade de criar polaroides urbanas tão atuais e inteligentes quanto Jason Williamson.

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