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Sobe para 69 o número de mortos em acidente de avião militar na Colômbia

O avião Hércules C-130, fabricado pela Lockheed Martin e adquirido em 2020, transportava 126 pessoas e caiu na segunda-feira (23), pouco depois da decolagem, a cerca de um quilômetro da pista, no município amazônico de Puerto Leguízamo, perto da fronteira com o Peru.

O acidente, ainda sob investigação, também atingiu moradores que tentavam resgatar sobreviventes e acabaram feridos após explosões de munições transportadas pela aeronave. Dentre os mortos, 62 eram do Exército Nacional.

O presidente Gustavo Petro responsabilizou o antecessor Iván Duque por ter recebido um avião "sucateado", fabricado em 1983 pelos Estados Unidos.

"Por que comprou um avião tão velho? Quem o aconselhou a fazer tamanha bobagem?", escreveu Petro na rede social X. Ele afirmou ter solicitado há um ano a substituição dos Hércules.

Duque chamou Petro de "mesquinho e pouco inteligente" e defendeu que a investigação inclua fatores como o peso transportado e as condições da pista do aeroporto. Segundo o ex-presidente, a aeronave foi uma doação dos Estados Unidos.

O Ministério da Defesa descartou a hipótese de ataque de guerrilhas na região, marcada por cultivos de coca. Já o governador de Putumayo, Jhon Molina, afirmou que o aeroporto próximo de onde o acidente aconteceu "tem várias dificuldades" e precisa de mais investimentos.

O local do acidente só pode ser acessado por avião ou barco, em um trajeto de cerca de cinco horas a partir de Puerto Asís. Segundo Molina, a ajuda de moradores foi essencial para evitar um número maior de mortos.

Imagens de correntes humanas jogando água e de moradores transportando feridos em motocicletas circularam nas redes sociais.

Queda de avião militar mata ao menos 34 pessoas na Colômbia — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

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