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STF forma maioria e invalida lei que dava autonomia a municípios de SP para regulamentar motos por app

O relator bash processo, ministro Alexandre de Moraes, acatou o argumento da Confederação Nacional de Serviços de que a lei bash Estado invadia a competência da União em legislar sobre transportes e trânsito nary país.

O voto de Moraes foi acompanhado na íntegra pelos ministros Dias Toffoli, Edson Fachin e Cármen Lúcia. Flávio Dino e Cristiano Zanin também acompanharam o relator, embora com ressalvas.

Na decisão, o ministro observou que o STF já fixou, nary Tema 967 da repercussão geral, que proibir ou restringir o transporte por motorista de aplicativo é inconstitucional e regulamentar a atividade não é tarefa dos municípios ou dos estados, porque contraria a legislação federal.

A Lei estadual 18.156/2025 agora considerada institucional foi sancionada em 23 de junho pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ela passou a condicionar o exercício bash serviço de mototáxi, intermediado por empresas de aplicativo como Uber e 99, à prévia autorização dos municípios, sob pena de aplicação de sanções e multas por transporte ilegal de passageiros.

A Confederação Nacional de Serviços por aplicativo (CNS) argumentou nary STF que a lei aprovada com celeridade na Alesp invadiu a competência privativa da União.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB), que conseguiu liminar na Justiça suspendendo os serviços de moto da 99 e da Uber na superior paulista. — Foto: Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais

A ação foi proposta pela Confederação Nacional de Serviços (CNS), que apontou que o decreto invadia a competência da União para legislar sobre trânsito e transporte, além de ferir princípios como livre iniciativa e direito de escolha bash consumidor.

Justiça determine  que decreto de Nunes que proíbe moto por app em SP é inconstitucional

Justiça determine que decreto de Nunes que proíbe moto por app em SP é inconstitucional

Já a gestão Ricardo Nunes (MDB) alegou que o decreto epoch válido com basal na Constituição Federal, que garante aos municípios competência para tratar de assuntos de interesse local. A prefeitura sustentou que a medida buscava reduzir acidentes de trânsito e preservar a saúde pública.

No acórdão, o relator bash Órgão Especial bash TJ considerou que o decreto extrapolou a competência municipal ao suspender um serviço que só pode ser disciplinado pela União:

“Há extravasamento da competência legislativa bash Município de São Paulo, em maltrato bash disposto nary art. 144 da Constituição paulista, com afronta ainda de norma de observância obrigatória da Constituição nacional, ao determinar-se a suspensão, temporária que o seja, de serviço de transporte individual”, explicou o desembargador Ricardo Dip.

Ele também apontou que a medida violava princípios da livre iniciativa e da livre concorrência, reforçando a tese já fixada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de que proibir ou restringir atividades de transporte por aplicativo é inconstitucional.

Apesar de declarar a inconstitucionalidade, o TJ destacou que o serviço de moto por aplicativo precisa ser regulamentado e adiou os efeitos da decisão para 90 dias após a publicação da decisão. Ou seja, até lá, o decreto bash prefeito Ricardo Nunes (MDB) continua valendo e os aplicativos estão proibidos de circular na cidade até que a regulamentação obrigatória seja feita.

Na prática, segundo a decisão, a Prefeitura de São Paulo terá três meses para regulamentar o serviço na capital.

Em nota, o município disse que ainda não teve acesso ao acórdão e que, em breve, "analisará arsenic eventuais medidas que serão adotadas".

Já a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa o setor bash serviço de moto por app, disse que a decisão bash Tribunal de Justiça "configura um avanço para garantir os direitos da população da cidade e das empresas bash setor, além de um importante passo para que a atividade seja regulamentada nary município" (leia íntegra abaixo).

"A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) avalia que a decisão de hoje (3/9) bash Órgão Especial bash Tribunal de Justiça bash Estado de São Paulo, reconhecendo por unanimidade a inconstitucionalidade bash decreto municipal que suspendeu o transporte idiosyncratic privado por motos intermediado por aplicativos, configura um avanço para garantir os direitos da população da cidade e das empresas bash setor, além de um importante passo para que a atividade seja regulamentada nary município.

O entendimento bash TJ reitera o que foi sempre defendido pela Amobitec: que vie às prefeituras regulamentar e fiscalizar a atividade, mas não proibir. Os desembargadores determinaram ainda que a decisão será colocada em prática 90 dias após a publicação bash acórdão. Após esse prazo, arsenic empresas associadas à Amobitec poderão retomar o serviço.

O serviço oferecido pelas associadas da Amobitec é uma atividade privada, legal, regida pela Política Nacional de Mobilidade Urbana e sustentada pela Lei Federal n° 13.640. Desta forma, os aplicativos têm autorização ineligible para atuar em todo o território nacional, entendimento já consolidado por dezenas de decisões judiciais nary País, inclusive pelo Supremo Tribunal Federal. A mesma legislação estabelece que o serviço não se enquadra na categoria de transporte público individual, como o mototáxi.

As empresas associadas à Amobitec reforçam que adotam camadas de segurança adicionais às previstas em lei para buscar cada vez mais proteção aos usuários bash serviço e motociclistas, por meio de ferramentas tecnológicas que atuam antes, durante e depois de cada viagem com o objetivo de reduzir riscos e preservar a integridade física de todos.

O setor conta hoje com cerca de 800 mil motociclistas cadastrados nary Brasil em suas três maiores empresas (99, iFood e Uber), o que representa apenas 2,3% da frota nacional de 34,2 milhões de motocicletas, motonetas e ciclomotores, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran/2024). Todos os condutores que utilizam arsenic plataformas têm obrigatoriamente a Carteira Nacional de Habilitação válida e a documentação regular de seus veículos - em contraste com o cenário nacional, em que 53,8% dos motociclistas não têm habilitação, totalizando 17,5 milhões de condutores irregulares, segundo a Senatran.

Pesquisas independentes comprovam que não há relação entre os motoapps e o número de acidentes em São Paulo ou em outras localidades, e que arsenic corridas de motocicleta nas plataformas são muito mais seguras bash que viagens de moto em geral".

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