Uma nova tecnologia interativa usa inteligência artificial para mapear, em tempo real, a qualidade do ar nas cidades. Trata-se do Air Tracker, ferramenta lançada em 2024 pelo Environmental Defense Fund (EDF) em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, que funciona como um “Waze” da poluição atmosférica ao permitir identificar e rastrear fontes poluidoras com dados hiperlocais. A iniciativa surge em um cenário crítico: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição do ar provoca cerca de 7 milhões de mortes prematuras por ano, e a falta de dados precisos ainda é um dos principais desafios para gestores públicos.
O projeto, que teve o Rio de Janeiro como uma de suas cidades pioneiras globais, utiliza uma modelagem sofisticada para cruzar informações de diferentes origens. Segundo dados oficiais da EDF, o Air Tracker não se limita a sensores fixos, mas integra dados meteorológicos, inventários de emissões locais e imagens de satélite para criar mapas de dispersão. Isso permite que gestores públicos e pesquisadores identifiquem os chamados "hotspots" (áreas de alta concentração de material particulado) que, até então, passavam despercebidos pelas estações de monitoramento convencionais, que, geralmente, além de serem poucas, são caras e distantes entre si.
Efetivamente, a ferramenta funciona como um sistema de rastreamento reverso. Ao detectar um pico de poluição em um bairro específico, o software analisa a velocidade e a direção do vento para "rebobinar" o trajeto do ar e localizar a fonte exata. A origem do ar tóxico pode vir de um congestionamento atípico, uma atividade industrial irregular ou o impacto de queimadas próximas. Essa precisão é vital para a saúde pública, já que o material particulado fino, uma mistura de componentes químicos tóxicos e foco do monitoramento do Air Tracker, é pequeno o suficiente para entrar na corrente sanguínea, e ser o principal causador de doenças cardiovasculares e respiratórias em áreas urbanas.
O Air Tracker é gratuito e de acesso público, podendo, portanto, também capacitar os moradores a identificar os poluidores em suas comunidades e denunciá-los aos órgãos reguladores — Foto: Reprodução/Air Tracker O acesso a esses dados funciona como um serviço de utilidade pública em tempo real. Por meio do painel digital do Air Tracker, integrado a portais de cidades inteligentes (como o Centro de Operações e Resiliência no Rio), é possível consultar o índice de qualidade do ar por CEP ou região específica por meio do mapa. O serviço permite, por exemplo, que diferentes grupos planejem atividades ao ar livre em horários de menor exposição ou evitem rotas críticas de poluição. Além disso, a ferramenta permite que o usuário visualize o histórico de emissões de até 6 meses atrás de uma zona próxima para entender tendências de longo prazo ou o impacto de eventos poluentes específicos, como incêndios florestais.
Para abrir uma análise detalhada de um microclima, o usuário pode marcar qualquer ponto específico no mapa e, a partir desse clique, a inteligência do sistema processa três métricas cruciais em tempo real. Primeiro, ele exibe os níveis locais de poluição atmosférica a partir de dados gerados pela concentração de partículas finas e inaláveis. Esses dados são importantes para entender se o ar naquele ponto específico está dentro dos limites de segurança para a saúde humana.
Depois, o software inicia um processo de rastreio para identificar as principais áreas onde as fontes poluidoras provavelmente estão localizadas (por exemplo, de um polo industrial próximo ou de um grande trânsito de uma via expressa). Por último, a plataforma visualiza o caminho percorrido por esses poluentes até chegar ao ponto marcado inicialmente. Essa projeção é feita pelo cruzamento de dados de emissão com informações meteorológicas momentâneas, como a velocidade e as direções do vento. Ao final, tem-se um rastro visual que mostra como a massa de ar poluída se desloca pela cidade.
O serviço permite, por exemplo, que diferentes grupos planejem atividades ao ar livre em horários de menor exposição ou evitem rotas críticas de poluição — Foto: Reprodução/ Youtube (Environmental Defense Fund) Essa matéria faz parte da iniciativa #UmSóPlaneta, união de 19 marcas da Editora Globo, Edições Globo Condé Nast e CBN. Conheça o projeto aqui 👈
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