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Tesouro confirma 1ª captação externa do ano, de US$ 4,5 bi em bonds

Captação de US$ 3,5 bilhões do Global 2036 é a maior volume para um título de 10 anos da história das emissões do Tesouro. Já o bônus da República Global 2056, com vencimento em 12 de janeiro de 2056, teve seu volume ampliado em US$ 1 bilhão, um aumento de 40% sobre a emissão original.

Global 2036 possui cupom de juros de 7,250% ao ano, cujo pagamento semestral é realizado a cada dia 12 dos meses de janeiro e julho. A emissão foi realizada ao preço de 99,385% do seu valor de face, resultando em uma taxa de retorno para o investidor de 7,300% a.a., que corresponde a um spread de 245 pontos-base acima da Treasury de referência.

Objetivo da operação é dar continuidade à estratégia do Tesouro Nacional de promover a liquidez da curva de juros soberana em dólar no mercado externo, provendo referência para o setor corporativo, e antecipar financiamento de vencimentos em moeda estrangeira. A demanda pelas duas emissões de títulos de dívida do Tesouro brasileiro chegou a US$ 12 bilhões em seu pico, com um ápice de 466 ordens no livro de ofertas. A demanda superou em cerca de 2,7 vezes o volume emitido, com o livro de ordens atingindo cerca de US$ 12 bilhões em seu pico.

Operação foi liderada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo. A liquidação financeira ocorrerá em 19 de fevereiro de 2026. Cerca de 90% dos investidores são oriundos da Europa e da América do Norte, com a América Latina, incluindo o Brasil, respondendo por cerca de 9%.

Tesouro disse em nota que os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira, refletindo a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do País. "A emissão reforça o importante papel da dívida externa para o alongamento do prazo médio da dívida, diversificação e ampliação da base de investidores. Adicionalmente, corrobora o papel da Dívida Pública Federal externa no estabelecimento de benchmarks líquidos e na curva de juros soberana, como referência para futuras emissões de empresas brasileiras no exterior", afirmou o órgão.

Operação anterior mais recente de captação do Tesouro no mercado externo de dívida aconteceu no início de novembro do ano passado. Na oportunidade, o governo levantou US$ 2,25 bilhões com a emissão de títulos com características sustentáveis, disseram fontes. A demanda na ocasião atingiu R$ 6,7 bilhões.

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