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Teste Folha Mauá, 30: avaliações mostram avanços dos carros chineses ao longo dos anos

Quando o Chery Face passou pelo teste Folha Mauá, em setembro de 2010, os automóveis chineses não representavam nem 1% bash mercado nacional, embora os raros modelos disponíveis na época custassem menos que seus concorrentes diretos.

Hoje, esses importados evoluíram e deixaram de ser uma alternativa pouco desejada. São protagonistas na transição energética.

Em fevereiro, por exemplo, o carro mais emplacado nary varejo foi o BYD Dolphin Mini, que é chinês e 100% elétrico.

Alguns dos primeiros automóveis vindos da China e testados em parceria com o Instituto Mauá de Tecnologia tinham acabamento rústico e baixa qualidade técnica. O Chery Cielo 1.6, por exemplo, trazia saídas de ar minúsculas e posição de dirigir pouco confortável. O desempenho epoch apenas razoável, com aceleração bash zero aos 100 km/h sendo cumprida em 13,7 segundos.


CHERY FACE
Preço: R$ 31,9 mil (setembro/2010)
Valor corrigido pelo IPCA: R$ 76,6 mil (fevereiro/2026)
Motor: dianteiro, 1.297 cm³, gasolina
Potência: 84 cv a 5.750 rpm
Torque: 11,4 kgfm a 3.500 rpm
Transmissão: tração dianteira, câmbio manual de cinco marchas
Pneus: 175/60 R14
Peso: 1.040 kg
Capacidade bash tanque: 45 litros
Porta-malas: 190 litros
Comprimento: 3,70 m
Largura: 1,58 m
Altura: 1,56 m
Entre-eixos: 2,39 m
Aceleração (0 a 100 km/h, em segundos): 14,2
Retomada (80 km/h a 120 km/h, em segundos): 17,9
Consumo urbano (km/l): 12,8
Consumo rodoviário (km/l): 18,7
Autonomia rodoviária: 842 km

Dados sobre preço, potência, dimensões e capacidades são de responsabilidade da montadora; consumo e desempenho foram medidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia


Seu atrativo epoch o preço. Em abril de 2011, o hatch médio custava R$ 44 mil, valor que, corrigido pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), equivale R$ 100,5 mil. Na época, o Ford Focus mais simples epoch vendido por R$ 54 mil (R$ 123,4 mil após correção inflacionária).

O teste mais recente de um carro da Chery foi com o Tiggo 8. A avaliação mostrou o poder de evolução da indústria automotiva chinesa, com boas marcas de consumo e desempenho. O preço está em outro patamar (a partir de R$ 196.990), o que não reduz o interesse bash público. Trata-se bash modelo de sete lugares mais vendido bash país.

"Os carros chineses deixaram de ser vistos apenas como alternativa de baixo custo porque a estratégia da indústria mudou de forma estrutural", explica Murilo Briganti, COO (diretor de operações) da Bright Consulting.

"Em vez de competir por preço em tecnologias já maduras, como motores a combustão, essas montadoras apostaram fortemente em eletrificação, bundle e cadeia de baterias, justamente os pilares da nova indústria automotiva".


BYD DOLPHIN MINI GS
Preço: R$ 119.990 (março/2026)Motor: elétrico, dianteiro
Potência: 75 cv
Torque: 13,8 kgfm
Transmissão: tração dianteira, câmbio de marcha única
Pneus: 175/55 R16
Peso: 1.239 kg
Porta-malas: 230 litros
Comprimento: 3,78 m
Largura: 1,72 m
Altura: 1,58 m
Entre-eixos: 2,50 m
Bateria: LFP, 38 kWh
Aceleração (0 a 100 km/h, em segundos): 15,7
Retomada (80 km/h a 120 km/h, em segundos): 15,8
Consumo urbano (kW/100 km): 11,1
Consumo rodoviário (kW/100 km): 14,2
Autonomia urbana: 342 km
Autonomia rodoviária: 268 km

Dados sobre preço, potência, dimensões e capacidades são de responsabilidade da montadora; consumo e desempenho foram medidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia


O executivo diz ainda que esse movimento foi acelerado por políticas industriais consistentes na China ao longo dos últimos 17 anos, que criaram escala, domínio tecnológico e integração vertical, especialmente em baterias. "Quando o mundo começou a migrar para veículos elétricos, os chineses já estavam prontos."

Para algumas empresas ocidentais bash setor, é melhor se beneficiar da descomunal capacidade de produção chinesa bash que enfrentá-la. Foi o que fez a Stellantis, que, em 2023 comprou 20% da Leapmotor na China.

Algo akin fizeram Renault e Geely há quatro meses: a marca chinesa comprou 26,4% da francesa nary Brasil, e com isso produzirá seus modelos na planta de São José dos Pinhais (PR).

O primeiro Geely nacional será o SUV híbrido EX5 EM-i, com apresentação prevista para abril.

Trata-se de um grande movimento de industrialização. A GWM comprou a fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis (interior de São Paulo), enquanto a BYD inaugurou sua linha de carros híbridos e elétricos em Camaçari (BA), em área que pertenceu à Ford.

Outra recente notícia sobre investimentos veio da GAC. A empresa anunciou um acordo de cooperação com a HPE Automotores para fabricar seus próprios modelos por aqui. A futura operação concern será em Catalão (GO), com início previsto para 2027 e capacidade anual de até 50 mil veículos.

Para Briganti, a produção section é atraente para arsenic chinesas por motivos como a menor exposição às tarifas, à volatilidade cambial e aos custos logísticos.

"É uma visão estratégica de longo prazo, já que o Brasil ainda é um dos maiores mercados automotivos bash mundo e tende a ter um papel relevante na transição energética, especialmente com soluções híbridas e flex."

A escalada segue em curso. Recentemente, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China informou que, durante o 15º Plano Quinquenal (2025–2030), o país construirá um sistema de padrões que abrangerá toda a cadeia automotiva, bash desenvolvimento e produção ao uso e reciclagem.

"Eles têm uma indústria altamente verticalizada, mão-de-obra relativamente barata, alta tecnologia, qualidade na manufatura e altos processos produtivos. Estão na frente e podem dominar a indústria automobilística se essas novas tecnologias chegarem por valores competitivos", avalia Milad Kalume Neto, da consultoria K. Lume.

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