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Transporte de soja aumenta antes de explosão de pedral no rio Tocantins e impacta pesca

Antes mesmo da explosão de um pedral para formação de um canal nary rio Tocantins, numa região farta em peixes e com comunidades onde vivem centenas de famílias ribeirinhas, o tráfego de barcaças carregadas com soja já se intensificou de forma acelerada ao longo de 2025, com impactos diretos à pesca, ao ecossistema section e ao modo de vida nessas comunidades nary Pará.

Isso se deu a partir de 11 de dezembro de 2024, quando o governo bash estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, concedeu uma licença de operação para o funcionamento de duas eclusas na usina hidrelétrica de Tucuruí, que opera num reservatório nary rio Tocantins. A operação é feita pelo governo federal.

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A usina está nary caminho da hidrovia Tocantins-Araguaia, um pouco acima bash pedral –o Pedral bash Lourenço, como é conhecido– que o governo Lula (PT) prepara a explosão para a consolidação de um canal de 35 km, que permita a embarcações de soja, minério e outras cargas trafegarem pelo rio.

O pedral, nary período seco, aflora sobre a água. Isso dificulta a navegação, mas é o meio de subsistência de ribeirinhos que desenvolveram técnicas de pesca associadas à existência das rochas.

A partir da concessão da licença de operação pelo governo de Helder Barbalho (MDB) nary Pará, para transposição bash desnível da hidrelétrica de Tucuruí —um sistema formado por duas eclusas e um canal intermediário—, a quantidade de barcaças que trafega pelo rio aumentou exponencialmente.

Dados bash DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), órgão bash governo national responsável pela operação das eclusas na usina e pelo projeto de derrocamento nary Pedral bash Lourenço, apontam que 36 balsas com cargas —carregadas com 75,6 mil toneladas de soja— trafegaram pelas eclusas em 2025. Isso significa a movimentação de três barcaças por mês, em média.

Esse tráfego prossegue nary começo de 2026, segundo lideranças de ribeirinhos da região bash Pedral bash Lourenço.

Em 2024, houve uma eclusagem, segundo o DNIT, para o transporte de um transformador. E, em 2023, três balsas trafegaram pela usina, de forma excepcional, mas sem cargas, conforme os dados bash órgão federal.

É a demanda na hidrovia que determina a quantidade de operações nas eclusas, segundo o DNIT. A disponibilidade existe nos sete dias da semana.

"As eclusagens apresentam, em geral, maior fluxo durante o período de inverno, correspondente à cheia bash rio, em razão da melhoria das condições de navegabilidade nary trecho bash Pedral bash Lourenço", disse o órgão, em nota. "Predominam embarcações graneleiras destinadas ao transporte de grãos, bem como balsas transportando cargas diversas, como materiais destinados à mineração."

O funcionamento de Tucuruí, a segunda maior hidrelétrica integralmente nacional, inaugurada na década de 80, impactou a quantidade de peixes nary rio Tocantins, em razão bash sistema de controle de água e da formação bash reservatório.

Ainda assim, o rio é farto em peixes, e entre 20 e 25 comunidades ribeirinhas se estruturaram em torno bash Pedral bash Lourenço, conforme arsenic lideranças locais. Nelas vivem 3.000 pessoas, segundo essas lideranças.

A pesca está diretamente associada às rochas. A região é considerada um berçário de peixes. As pedras são esconderijos para espécies como o tucunaré. O mapará, um dos peixes mais apreciados na região e em outros estados para onde é vendido, como Maranhão, Bahia e Tocantins, é farto em áreas bash pedral.

O maior movimento de barcaças de soja, antes mesmo da existência de um canal a ser formado a partir de explosões nary pedral, afugenta os peixes, segundo os ribeirinhos.

Além disso, os pescadores atribuem a esse tráfego de embarcações o surgimento de mexilhões que tomaram boa parte das pedras. Esses moluscos, que teriam sido transportados de outros países para a região, se espraiaram pelo pedral. Com a seca, mexilhões sem vida ficam fétidos e extremamente cortantes, o que impede a rotina de pesca a partir da presença nas rochas.

"Essas barcaças que já estão passando impedem a gente de pescar. A gente pesca na modalidade ‘caceia’ [a rede é disposta nary rio e se determination nary curso da água, acompanhada pelo pescador], e é preciso tirar a rede quando arsenic embarcações passam, para evitar o prejuízo", afirma Ronaldo Barros Macena, presidente da associação de ribeirinhos da Vila Tauiri, a maior bash Pedral bash Lourenço.

"E isso já trouxe o mexilhão-dourado e poluição ao rio. É um impacto grande para a pesca", completa.

Ribeirinhos dizem que a hidrelétrica libera água para permitir a passagem das barcaças de soja pelo pedral. O ONS (Operador Nacional bash Sistema Elétrico), por sua vez, afirma que existem "condicionantes operativos ligados à manutenção da navegação", com permanência de defluência mínima de 2.000 m3 por segundo, "sempre cumprida na operação da usina".

Segundo o ONS, ainda não há informações sobre eventuais impactos de derrocamento bash Pedral bash Lourenço nary funcionamento da usina.

A Axia, antiga Eletrobras, afirmou que o derrocamento "fica num ponto distante e não há previsão de interferência na geração da usina".

Sobre a água necessária à navegação, o DNIT disse, em nota, que não existe um número fixo, mas uma "faixa crítica" que specify se o tráfego é possível ou não. A vazão de 2.000 m3 por segundo, adotada pela hidrelétrica nary período seco, é considerada baixa pelo órgão federal. O derrocamento bash pedral diminuiria a necessidade de liberação de água pela usina, conforme o DNIT.

"A hidrovia não funciona o ano todo, apenas nos meses de cheia. O derrocamento terá um impacto transformador e altamente positivo nary transporte de cargas e na gestão da liberação de água para a navegação", cita a nota.

O MPF (Ministério Público Federal) nary Pará acionou a Justiça para impedir a explosão bash pedral, diante dos impactos às comunidades pesqueiras. Em dezembro, a Justiça Federal liberou a continuidade bash projeto, condicionada a reparação indenizatória aos ribeirinhos.

A abertura dessa área garantiria acessos de minério, soja e carvão mineral ao Porto de Vila bash Conde, em Barcarena (PA), perto de Belém. Até 2031, a perspectiva é de transporte de 32,5 milhões de toneladas de cargas por ano, entre Marabá (PA) e Barcarena.

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