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Trump agora quer controle da IA. O que o Brasil pode aprender?

Os acordos com as empresas são voluntários e não impedem o lançamento dos modelos. Também ainda não há obrigações legais novas, nem direitos do cidadão diante da IA.

O que o governo americano está fazendo é ganhar acesso antecipado a uma tecnologia que pode redefinir capacidades militares e econômicas. Isso interessa ao Pentágono e à disputa com a China muito mais do que ao americano comum, embora ajude a transmitir uma narrativa para acalmar os ânimos da população.

O Brasil tenta um caminho diferente. O debate sobre o Marco Regulatório da IA ainda segue no Congresso. Não sou contrário a uma regulação que seja bem desenhada, mas o que falta por aqui, como já defendi em outras oportunidades, é uma camada técnica capaz de avaliar o que se quer regular.

Um primeiro caminho seria institucionalizar red teams públicos para testar os modelos antes que cheguem ao mercado, não só em segurança, mas também em vieses culturais e linguísticos locais (A Unesco tem até um guia sobre isso). Essa estratégia é importante porque salvaguardas que funcionam em inglês falham em português, e vieses que ninguém vê no Vale do Silício aparecem aqui.

Sem falar que com red teams públicos podemos gerar evidências sobre os impactos sociais, culturais e econômicos no país para desenhar pontos específicos de uma lei mais coerente. Enquanto os EUA tutelam e a Europa regula, talvez o Brasil possa aprender a testar antes de saber o que cobrar.

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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