
Crédito, Getty Images
- Author, Danielle Kaye
- Role, BBC News
Há 19 minutos
Tempo de leitura: 3 min
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (12/01) que impôs uma tarifa de 25% sobre produtos de países com laços comerciais com o Irã.
Segundo Trump, essa tarifa entra em vigor "imediatamente". Entretanto, ele não detalhou o que exatamente seria "fazer negócios" com o Irã.
"Qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todos os negócios realizados com os Estados Unidos da América", escreveu Trump nesta segunda nas redes sociais.
"Esta ordem é final e conclusiva", acrescentou.
A China é o maior parceiro comercial do Irã, seguida pelo Iraque, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Índia.
O Brasil tem trocas comerciais com o Irã, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
De janeiro a dezembro de 2025, as exportações para o Irã totalizaram US$ 2,9 bilhões — o 31º país no ranking das exportações brasileiras, com destaque para milho não moído (68% do valor exportado) e soja (19%).
As importações vindas do Irã tiveram menor valor, de US$ 84,6 milhões no ano passado, colocando-o na 82ª posição dos países dos quais o Brasil mais importou. A maior parte (79%) desse volume é composta por adubos e fertilizantes químicos.
A reportagem pediu posicionamento do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços sobre os impactos para o Brasil e aguarda retorno.
Ameaças de ação militar no Irã

Crédito, Reuters
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse na segunda-feira que as opções militares, incluindo ataques aéreos, ainda estavam "sobre a mesa".
A Casa Branca não divulgou informações adicionais sobre as tarifas e nem quais países seriam mais afetados.
A indignação com a queda vertiginosa do valor da moeda iraniana, o rial, desencadeou protestos no final de dezembro, que se transformaram em uma crise de legitimidade para o Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
A agência de notícias HRANA (Human Rights Activist News Agency), sediada nos EUA, afirmou ter checado e confirmado a morte de quase 500 manifestantes e 48 membros das forças de segurança iranianas.
Entretanto, fontes disseram à BBC que o número de mortos pode ser muito maior.
Milhares de pessoas teriam sido presas.
Um apagão nacional na internet desde a noite de quinta-feira (08/01) dificultou a obtenção e a verificação de informações.
A BBC e a maioria das outras organizações internacionais de notícias não conseguem reportar de dentro do Irã.
Trump ameaçou intervir e disse no domingo (11/01) que autoridades iranianas o ligaram "para negociar", mas acrescentou: "Talvez tenhamos que agir antes de uma reunião".
As sanções internacionais contra o programa nuclear iraniano tiveram um impacto severo na economia do país, que também foi enfraquecida pela má gestão e corrupção do governo.
Em 28 de dezembro, lojistas foram às ruas de Teerã para expressar sua indignação com mais uma forte queda no valor do rial em relação ao dólar americano no mercado paralelo.
A moeda iraniana atingiu uma mínima histórica no último ano, enquanto a inflação disparou para mais de 40%, resultando em grandes aumentos nos preços de itens do dia a dia, como óleo de cozinha e carne.
*Com informações de Mariana Alvim, da BBC News Brasil em São Paulo

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