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Trump confirma convite a Lula para 'Conselho da Paz' e elogia brasileiro: 'Eu gosto dele'

Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca em Washington, a repórter da TV Globo Raquel Krähenbühl perguntou a Trump se ele havia convidado Lula para integrar o conselho, e qual o papel que esperava do brasileiro, especialmente na crise entre EUA e Venezuela.

Trump confirmou e respondeu: "Um grande papel. Eu gosto dele".

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O evento na sala de imprensa da Casa Branca marcou o primeiro aniversário de seu segundo mandato.

Raquel Krähenbühl também perguntou a Trump se ele esperava que seu conselho substituísse a ONU, tradicional mediadora de conflitos entre nações. Em sua resposta, ele criticou a entidade:

"Bem, talvez eu queira, a ONU não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca o explorou completamente. A ONU deveria ter resolvido todas as guerras que eu tentei resolver; eu nunca recorri a ela. Nunca sequer pensei em recorrer a ela. Eles deveriam ser capazes de resolver essas guerras. Acredito que devemos deixar a ONU continuar, porque o potencial dela é enorme."

Trump alega que ajudou a terminar ou evitar diversas guerras ao longo do primeiro ano de seu atual mandato, afirmação contestadas por analistas.

Antes do pronunciamento de Trump a jornalistas na coletiva de imprensa, a Casa Branca distribuiu um documento de 31 páginas listando 365 medidas que a administração considera ser 'conquistas' desde a posse do republicano.

Boa parte do discurso de Trump foi usado para criticar imigrantes, com destaque para os somalis, um de seus alvos mais comuns: "Dizem que é o pior país do mundo. Se é que pode ser chamado de país, eu não acho que seja um país."

O republicano alegou que Renée e outros que protestam contra a ação do ICE seriam "agitadores profissionais".

Ao criticar imigrantes, ele repetiu a acusação sobre países estrangeiros terem levado criminosos propositalmente para os EUA, a qual carece de fundamento. Em um momento que estava fora do script, ele elogiou a gangue de motoqueiros Hell's Angels:

"Eles fazem nossos Hells Angels parecerem as pessoas mais doces do mundo, enquanto os Hell's Angels agora são considerados pessoas legais e de alta qualidade. Eu gosto dos Hell's Angels. Eles votaram em mim."

Trump afirmou novamente que seu governo começaria "muito em breve" a combater o tráfico de drogas nos Estados Unidos por via terrestre, após alegar que ataques das forças americanas a embarcações suspeitas de transportar drogas no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico reduziram a quantidade de drogas que entram nos EUA por via marítima.

O republicano não especificou de qual país as drogas estavam sendo transportadas por terra, nem quais países seriam os alvos.

Pelo menos desde o início de dezembro Trump afirma que bombardeios em terra na America Latina visando traficantes começarão "muito em breve".

A imigração, tanto legal quanto ilegal, é um dos temas mais frequentemente trazidos à tona por Trump em suas aparições oficiais.

Antes mesmo de assumir o poder, Trump prometeu expulsar dos EUA todos os imigrantes que vivem em situação irregular no país. A promessa não se cumpriu, mas Trump colocou nas ruas mais de 20 mil agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês).

Antes dedicados a vigiar fronteiras, eles passaram a caçar e prender imigrantes, alguns inclusive em processo de regularização.

O resultado: 605 mil deportados até dezembro, além de 1,9 milhão de "autodeportações" voluntárias. Mas as ações do ICE também geraram revolta: a morte de uma cidadã americana baleada por um agente de imigração em Minnesota desencadeou uma onda de protestos no estado e uma batalha jurídica.

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