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Trump corta tarifa de 10% para alimentos, mas Brasil ainda tem taxa de 40%

Algumas mercadorias sobretaxadas registraram forte aumento de preços nos EUA. Principal fornecedor de café para o mercado americano, o Brasil enfrentava tarifas totais de 50%, o que elevou em quase 20% o preço do café no mercado americano em setembro na comparação com mesmo mês do ano passado.

Em razão disso, muitos eleitores passaram a rejeitar a medida. Segundo especialistas, um dos sinais da reprovação dos cidadãos americanos à gestão Trump foi a vitória de candidatos democratas nas eleições municipais em diversos estados.

A queda das tarifas comerciais já era esperada desde o início da semana. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, tinha dito que o fim próximo do tarifaço visaria a produtos "que não cultivamos aqui nos Estados Unidos", referindo-se a café e banana, embora haja plantações de café em algumas partes do país.

O decreto foi assinado depois de acordos comerciais anunciados ontem (13). Eles eliminaram as tarifas sobre alguns alimentos e outros itens de Argentina, Equador, Guatemala e El Salvador.

No Brasil, as exportações de café despencaram após o tarifaço. O país exportou US$ 1,9 bilhão em café para os Estados Unidos no ano passado. Em outubro, as exportações recuaram 54% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

O Brasil vem negociando com o governo americano. O ministro brasileiro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, se encontrou com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, nesta semana, depois de Trump iniciar as negociações com o presidente Lula (PT) no mês passado.

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