Desta vez, Trump aposta em um discurso para animar a própria base eleitoral. A ideia é manter o apoio dos eleitores antes das eleições de meio de mandato.
- Também conhecidas como “midterms”, as eleições estão marcadas para 3 de novembro.
- Toda a Câmara será renovada. No Senado, um terço das cadeiras estará em disputa.
- Atualmente, as duas Casas são controladas pelos republicanos, partido de Trump.
- Pesquisas indicam que o governo pode perder ao menos uma delas. Esse cenário preocupa aliados do presidente.
Trechos do discurso divulgados antecipadamente indicam que o presidente deve adotar um tom de exaltação do próprio governo. Em uma das passagens, ele afirma ter promovido “uma transformação como ninguém jamais viu”.
A expectativa é que Trump destaque ações na política externa. Ele deve citar o cessar-fogo na Faixa de Gaza, elogiar a operação dos EUA contra alvos nucleares do Irã e comentar o aumento das tensões no Oriente Médio.
Trump deve destacar ainda ações militares e de segurança no hemisfério ocidental. Segundo os trechos divulgados, ele afirmará que os Estados Unidos estão “restaurando a segurança e a predominância americana” na região em uma referência às operações contra o narcotráfico.
O presidente Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump deixam a Casa Branca para ir o discurso do Estado da União — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP Photo
A economia deve ocupar parte central do discurso, já que os americanos continuam preocupados com o custo de vida. Trump culpa os desafios econômicos ao governo anterior, de Joe Biden, e afirma que a situação das famílias está melhorando.
Mais cedo, a imprensa americana informou que o presidente também usará o discurso para criticar uma decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas impostas por ele com base em uma lei de 1977. Ministros do tribunal acompanham a sessão no plenário.
Trump também deve defender a política anti-imigração, um dos principais eixos do governo. As operações recentes provocaram protestos após a morte de dois cidadãos americanos durante ações de agentes federais.
No discurso, o presidente ainda deve:
- anunciar um acordo para que empresas de tecnologia envolvidas com inteligência artificial paguem tarifas de eletricidade mais altas em regiões com data centers;
- pressionar o Congresso por aumento no financiamento militar;
- cobrar a aprovação de uma lei que exija documento de identidade e comprovação de cidadania para votar;
- citar recordes nas bolsas de valores e defender cortes de impostos.
Obama faz o discurso do Estado da União em 2015 — Foto: GloboNews
O discurso sobre o Estado da União é realizado desde 1790, quando o presidente George Washington fez uma fala breve, com pouco mais de mil palavras. Ao longo dos anos, a tradição mudou, e os discursos ficaram cada vez mais longos e midiáticos.
Em 1801, Thomas Jefferson decidiu romper com a prática de falar pessoalmente ao Congresso e passou a enviar a mensagem por escrito. O formato foi mantido por mais de um século. Apenas em 1913, Woodrow Wilson retomou o modelo presencial.
Em 1947, o presidente Harry Truman foi o primeiro a fazer o discurso com transmissão pela televisão. Quase 20 anos depois, em 1965, o presidente Lyndon Johnson decidiu realizá-lo em horário nobre para ampliar a audiência.
Com o aumento da polarização, tornou-se comum que congressistas do partido do presidente se levantem para aplaudi-lo, enquanto os opositores permanecem sentados — e, em alguns casos, fazem provocações. Biden, por exemplo, foi chamado de mentiroso por uma deputada em 2023.
Oficialmente, o discurso mais longo foi feito pelo presidente Bill Clinton. A fala durou 1 hora, 28 minutos e 49 segundos.
No ano passado, o discurso de Trump durou 1 hora, 39 minutos e 32 segundos. No entanto, como ele ainda estava no primeiro ano de governo, o pronunciamento não é considerado oficialmente um Estado da União e é classificado como uma sessão conjunta do Congresso.

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