“Tivemos conversas muito boas sobre o Irã. Parece que o Irã está muito interessado em fechar um acordo”, disse Trump a jornalistas na noite desta sexta-feira (6), a bordo do Air Force One, que seguia para sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.
Também nesta sexta-feira, o governo iraniano informou que as negociações com os Estados Unidos para evitar um confronto militar continuarão, após destacar o “ambiente muito positivo” do primeiro encontro.
As conversas em Mascate, capital de Omã, representam o primeiro encontro entre os dois países desde que os Estados Unidos entraram na guerra de Israel contra o Irã, em junho de 2025, quando atacaram várias instalações nucleares iranianas.
O Irã defende que as tratativas se restrinjam ao seu programa nuclear, com o objetivo de obter o fim das sanções que afetam sua economia há anos.
Já os Estados Unidos querem incluir na pauta o programa de mísseis balísticos iraniano e o apoio do país a grupos armados rivais de Israel no Oriente Médio.
Para manter a pressão, Washington enviou navios de guerra e um porta-aviões à região do Golfo.
Apesar do clima de tensão, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, classificou as conversas como positivas.
“Trocamos nossos pontos de vista”, disse ele à televisão estatal iraniana ao fim das negociações indiretas com o enviado americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e com Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos.
“É um bom começo”, acrescentou Araghchi. Segundo ele, as duas partes “concordaram em continuar as negociações, mas os detalhes e o calendário ainda serão definidos”.
Em declaração à agência estatal Irna, Araghchi afirmou que o diálogo se concentra “exclusivamente na questão nuclear”. “Não abordamos nenhum outro assunto com os americanos”, ressaltou.
O chanceler iraniano disse esperar que Washington evite “ameaças”, para que as conversas possam avançar.
As medidas atingem inclusive navios com bandeiras da Turquia, da Índia e dos Emirados Árabes Unidos, segundo comunicado do Departamento de Estado.
‘Capacidade nuclear zero’
Imagens divulgadas por uma agência de notícias de Omã mostram que o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), acompanhou o diálogo, que, segundo uma fonte próxima às negociações, ocorreu na residência do ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al Busaidi.
O chanceler do sultanato afirmou que “Teerã e Washington precisam avaliar cuidadosamente os resultados” e acrescentou que o encontro ajudou a “identificar áreas nas quais é possível avançar”.
Na quinta-feira (5), a porta-voz da Casa Branca declarou que Washington busca uma política de “capacidade nuclear zero” para o Irã e que Trump tem “várias opções à disposição, além da diplomacia”.
Sobre as conversas, a China afirmou nesta sexta-feira que apoia o Irã “na defesa de sua soberania, segurança, dignidade nacional e direitos legítimos”, e criticou o que chamou de “intimidação unilateral”.
Os Estados Unidos enviaram um porta-aviões ao Oriente Médio após a repressão violenta a protestos no Irã, no início de janeiro, que deixou milhares de mortos, segundo organizações de direitos humanos.
A ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, informou ter confirmado a morte de 6.941 pessoas, em sua maioria manifestantes. Outras entidades apontam números ainda mais elevados.
Segundo a mesma organização, cerca de 51 mil pessoas foram presas durante a repressão conduzida pelo governo iraniano.
‘Entre conciliação ou guerra’
Com a possibilidade de ação militar americana ainda em aberto, o Irã afirmou que também poderá reagir.
“Estamos prontos para nos defender, e cabe ao presidente dos Estados Unidos escolher entre conciliação ou guerra”, disse o porta-voz do Exército iraniano, general Mohammad Akraminia, à televisão estatal.
O militar alertou que o Irã tem acesso “fácil” às bases americanas na região.
Uma tocha de gás em uma plataforma de produção de petróleo nos campos de petróleo de Soroush é vista ao lado de uma bandeira iraniana no Golfo Pérsico, no Irã — Foto: Raheb Homavandi/File Photo/Reuters

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1 mês atrás
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