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Trump diz que libertação de prisioneiros na Venezuela é 'sinal de paz' e que cooperação de Delcy o fez cancelar 2ª onda de ataques

Trump disse também que a cooperação da gestão da nova presidente, Delcy Rodriguez, fez ele cancelar uma 2ª onda de ataques que faria ao país. Na 1ª onda, no último final de semana, o Exército dos EUA entrou em Caracas em uma operação militar pontual para prender o Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Ao todo, 100 pessoas morreram, segundo o governo venezuelano.

"A Venezuela está libertando um grande número de presos políticos como um sinal de que está 'buscando a paz'. Este é um gesto muito importante e inteligente. Os EUA e a Venezuela estão trabalhando bem juntos, especialmente no que diz respeito à reconstrução, em uma escala muito maior, melhor e mais moderna, de sua infraestrutura de petróleo e gás, afirmou Trump em publicação nas redes sociais.
"Em razão dessa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques [à Venezuela] que estava prevista, porque ao que tudo indica ela não será necessária. No entanto, todos os navios ermanecerão posicionados por motivos de segurança", completou Trump.

A ativista venezuelana Rocío San Miguel, presa pelo regime de Maduro, em imagem de arquivo — Foto: Fernando Llano/ AP

Trump disse ainda que "pelo menos US$ 100 bilhões (cerca de R$ 540 bi)" serão investidos pela indústria petroleira na Venezuela e que se encontrará com executivos do setor na Casa Branca nesta sexta.

Libertação de prisioneiros políticos

Líder chavista Jorge Rodríguez anuncia libertação de prisioneiros na Venezuela

Líder chavista Jorge Rodríguez anuncia libertação de prisioneiros na Venezuela

As libertações dos prisioneiros políticos mantidos em prisões na Venezuela desde o regime Maduro são uma reivindicação frequente da oposição do país. A ação foi anunciada na quinta-feira (8) pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, um dos líderes do chavismo.

Segundo Rodríguez, as libertações são um gesto de paz e um gesto unilateral por parte do governo interino, e envolvem "um número significativo de venezuelanos e estrangeiros".

O deputado é irmão da presidente Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após o sequestro de Nicolás Maduro pelos EUA, no último sábado (3).

Em conversa com jornalistas, Rodríguez agradeceu aos esforços do ex-premiê espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao regime do Qatar, "que sempre estiveram ao lado do povo da Venezuela para defender o direito que temos à vida plena e à autodeterminação". Ainda não se sabe se as negociações para as libertações envolveram o presidente Lula, o governo brasileiro ou algum outro ator político mencionado.

A ativista venezuelana Rocío San Miguel, que também tem nacionalidade espanhola, foi libertada da prisão ainda na quinta-feira (8). Ela estava detida desde 9 de fevereiro de 2024. A soltura foi confirmada pelo governo espanhol.

Especialista em temas militares e diretora da ONG Control Ciudadano, Rocío foi detida após ser vinculada pelas autoridades com um suposto plano para assassinar o presidente Nicolás Maduro. Ela era mantida no Helicoide, a temida prisão do serviço de inteligência que organizações de direitos humanos classificam como "centro de tortura".

Outro opositor que deve sair da prisão é o ex-candidato à Presidência Enrique Márquez, detido desde o início de 2025.

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