Trump mexendo no telefone

Crédito, Bloomberg via Getty Images

    • Author, Iara Diniz
    • Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
  • Há 49 minutos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou por telefone na semana passada com o presidente venezuelano Nicolás Maduro, afirmou o jornal americano New York Times nexta sexta-feira (28/11), atribuindo a informação a várias pessoas com conhecimento no assunto.

Nos últimos meses, os EUA intensificaram a pressão sobre Maduro, considerando seu governo ilegítimo após a eleição de 2024, amplamente rejeitada por acusações de fraude.

O país realizou o maior destacamento militar em décadas no Mar do Caribe, executando uma série de ataques contra embarcações, principalmente venezuelanas, supostamente envolvidas com o narcotráfico no Caribe e no Pacífico Leste.

Até então não havia demonstrações de diálogo entre as lideranças em busca de um consenso ou resolução sobre a crise.

Um porta-voz da Casa Branca se recusou os pedidos do jornal de comentar a conversa entre Trump e Maduro. O governo venezuelano também não respondeu ao pedido de comentários do Times.

No entanto, duas pessoas próximas do governo venezuelano confirmaram aque a ligação entre os dois líderes aconteceu. Nenhuma delas quis se identificar por não estar autorizada a falar publicamente sobre o assunto.

Milhares de militares americanos, além de navios e aeronaves dos EUA, estão atualmente estacionados no Caribe.

Esta é a maior presença militar norte-americana na América Latina desde a invasão do Panamá, em 1989.

As ações já resultaram na morte de mais de 75 pessoas que estavam a bordo de lanchas e embarcações semissubmersíveis que foram bombardeadas pelos EUA.

O governo de Donald Trump afirma estar comandando um esforço para reprimir o tráfico de drogas na região, mas, para Caracas, o destacamento militar visa a uma "mudança de regime" na Venezuela.

A Venezuela e a Colômbia alertaram que a mobilização militar pode desencadear um conflito em larga escala, aumentando as especulações se os EUA realizarão ataques diretos em território venezuelano.