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Trump minimiza ataque do Irã como 'tapinha do amor' para manter cessar-fogo

Por Sandra Cohen

Especializada em temas internacionais, foi repórter, correspondente e editora de Mundo em 'O Globo'

Pressionado internamente para encerrar a guerra, presidente americano recorre à retórica suave enquanto aguarda resposta do Irã ao plano de paz.


Trump diz que guerra termina logo se Irã concordar

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O Irã lançou, nesta quinta-feira (7), mísseis e drones contra navios de guerra americanos no Estreito de Ormuz, que foram interceptados e, segundo o presidente, “caíram graciosamente no oceano como uma borboleta caindo em seu túmulo”.

A retórica suave para reafirmar que o frágil cessar-fogo ainda está em vigor é incomum a Trump, demonstrando o quanto ele está pressionado pelas consequências significativas da guerra para o seu governo: gastos militares bilionários, aumento dos preços da gasolina, inflação alta e a impopularidade da Operação Fúria Épica entre os americanos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante conversa com jornalistas na Casa Branca em 30 de abril de 2026 — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

A expressão “tapinha de amor”, para descrever o impacto dos ataques retaliatórios do Irã, foi utilizada pelo presidente em conversa por telefone com a jornalista Rachel Scott, da ABC News, e acabou sendo ironizada nas redes sociais.

“Em que momento as trocas de tiros durante um cessar-fogo constituem o fim ou a violação do referido cessar-fogo? Qual é o limite?”, perguntou o colunista John Haltiwanger, colunista da “Foreign Policy”. "Eu também nunca ouvi alguém usar a expressão ‘tapinha de amor’ sem ser o tipo do cara que bateria na esposa”, afirmou o jornalista e consultor Adam Cochram.

Estima-se que duas mil embarcações e 20 mil marinheiros estejam retidos na região e enfrentam falta de suprimentos.

Os ataques recomeçaram e a escolta militar suscitou temores de uma escalada do conflito. Além disso, o prazo de 60 dias estipulado por lei para o governo americano prosseguir a guerra sem a autorização do Congresso expirou na semana passada.

“Sempre que uma solução diplomática é possível, os EUA optam por uma aventura militar imprudente. Seria uma tática de pressão grosseira? Ou o resultado de um sabotador enganando mais uma vez e levando-o a outro atoleiro?”, criticou.
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