Por Sandra Cohen
Especializada em temas internacionais, foi repórter, correspondente e editora de Mundo em 'O Globo'
Presidente americano respalda a vice do ex-ditador, a quem considerava presidente ilegítimo do país, desde que ela coopere com os EUA.
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Donald Trump preferiu pragmatismo à coerência ao optar por Delcy Rodríguez como interlocutora da transição venezuelana.
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A escolha, anunciada por Trump após a intervenção militar que capturou e depôs o ex-ditador, traduz o pragmatismo da Casa Branca.
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O senso oportunista parece ter atropelado a retórica da coerência.
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A mudança de rota deixa claro que Trump prefere a cúpula chavista remanescente sob o seu controle.
A escolha, anunciada por Donald Trump após a intervenção militar que capturou e depôs o ex-ditador, traduz o pragmatismo da Casa Branca, ao aliar-se a uma integrante da cúpula chavista na complexa transição de regime no país caribenho.

Saiba quem é Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela
O senso oportunista parece ter atropelado a retórica da coerência. Nas palavras de Trump, com a ausência de Maduro, Delcy Rodríguez seria naturalmente a presidente e figura central de um governo venezuelano administrado pelos EUA. Ou seja, é considerada capaz de assegurar a primeira fase da transição traçada por Washington, que inclui a reconstrução da indústria petrolífera do país.
Mas, numa entrevista à revista “The Atlantic”, Trump ditou suas condições, em tom ameaçador, à presidente interina: se Delcy Rodríguez não colaborar com as determinações dos EUA, pagará um preço muito alto.
Trump não hesitou em descartar um papel político para María Corina Machado, Nobel da Paz e principal líder opositora, e o aliado Edmundo González Urrutia, até então reconhecido em seu governo como presidente vitorioso nas eleições de 2024.
Ao contrário da deferência feita à Delcy Rodríguez, ele excluiu Machado do jogo, por considerar que a opositora não tem apoio suficiente entre os venezuelanos.
A mudança de rota deixa claro que Trump prefere a cúpula chavista remanescente sob o seu controle — com o respaldo das Forças Armadas — para apaziguar os setores que possam resistir à intervenção, evitar a insurgência e, com isso, assegurar o bom andamento dos negócios.
A presidente da Assembleia Constituinte e líder da Comissão da Verdade da Venezuela, Delcy Rodriguez, durante entrevista coletiva em Caracas, no sábado (23) — Foto: Federico Parra/AFP

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1 mês atrás
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