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Trump quer tomar Cuba, e o presidente da ilha diz estar preparado para a guerra

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, assegurou, nesta quinta-feira (16), que seu país está "pronto" para enfrentar uma agressão militar dos Estados Unidos e reafirmou o caráter "socialista" do Estado cubano devido ao 65º aniversário da invasão da Baía dos Porcos.

"O momento é extremamente desafiador e nos convoca a estarmos preparados para enfrentar sérias ameaças, entre elas a agressão militar", declarou o chefe de Estado.

"Não a queremos, mas é nosso dever nos prepararmos para evitá-la e, se for inevitável, vencê-la", acrescentou Díaz-Canel em um discurso feito diante de milhares de pessoas reunidas no centro de Havana para celebrar a vitória na batalha da Baía dos Porcos.

Entre 15 e 19 de abril de 1961, cerca de 1.400 anticastritas treinados e financiados pela CIA desembarcaram na Baía dos Porcos, a 250 quilômetros de Havana, sem conseguir derrubar o governo socialista de Fidel Castro.

A operação foi lançada após Havana ter colocado em prática uma reforma agrária e uma ampla campanha de nacionalizações de terras e empresas americanas.

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Washington, que se opõe ao governo cubano desde 1959, intensificou em janeiro a pressão econômica ao bloquear o fornecimento de hidrocarbonetos à ilha. A medida veio logo após a derrubada de seu principal aliado, o então presidente venezuelano Nicolás Maduro.

"Foi construída uma narrativa mentirosa e muito cínica: a de Cuba como Estado falido (...) Cuba não é um Estado falido, é um Estado cercado", continuou o chefe de Estado. "Continuamos sendo uma revolução socialista bem debaixo do nariz do império", acrescentou, em referência ao seu poderoso vizinho.

"Acredito que um momento não é igual ao outro, o que é igual é que o povo está disposto a defender sua soberania custe o que custar", declarou María Regueiro, uma aposentada de 82 anos, presente em meio à multidão, à AFP.

As relações historicamente conflitivas entre os dois vizinhos e inimigos ideológicos, Cuba e Estados Unidos, enfrentam um agravamento das tensões. No entanto, há conversas em curso em ambos os países.

Cubanos vão às ruas para celebrar o 65º aniversário da vitória da invasão na Baía dos Porcos — Foto: YAMIL LAGE / AFP

Cuba está entre os alvos de Trump desde o primeiro mandato, entre 2017 e 2021. Na época, ele reverteu a política de abertura adotada por Barack Obama e endureceu sanções contra a ilha.

Ao voltar à Casa Branca no ano passado, Donald Trump revogou uma decisão do governo anterior e recolocou Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo.

Em janeiro deste ano, a imprensa dos Estados Unidos noticiou que o governo Trump passou a trabalhar com a meta de promover uma mudança de regime em Cuba até o fim de 2026. Desde então, Washington tem intensificado a pressão sobre o país.

“Os Estados Unidos têm tolerância zero para as atrocidades do regime comunista cubano e agirão para proteger a política externa, a segurança nacional e os interesses nacionais”, afirma a ordem assinada por Trump.

A medida foi vista como uma tentativa de sufocar a economia cubana. Ao mesmo tempo, o governo Trump acusou a ilha de se alinhar à Rússia, à China, ao Irã e a grupos terroristas e, por isso, representava uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.

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