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Trump sairá derrotado se não liberar o Estreito de Hormuz, avalia professor

Brustolin destacou que a situação aumenta a chance de incursão terrestre dos EUA em ilhas iranianas e citou pontos estratégicos já "prospectados" na região. Para ele, uma das hipóteses envolve a ilha de Qeshm, que "controla o tráfego do Estreito de Hormuz", e a ilha de Abu Musa, ocupada com forte presença militar iraniana.

Se eles invadirem ilhas como essas, eles se tornarão alvos do Irã. Então, seria importante para os Estados Unidos tomarem ou ocuparem a ilha de Kharg, que concentra 90% das exportações de petróleo do Irã.
Vitélio Brustolin

Segundo o professor, um ataque iraniano que destruísse instalações de embarque de petróleo teria alto custo para o próprio país. Por outro lado, se os EUA tomarem as ilhas, ganham poder de barganha em relação ao urânio enriquecido uraniano.

Se o Irã atacasse, por exemplo, a ilha de Kharg e destruísse as instalações de embarque de petróleo, a economia iraniana seria arrastada para trás por décadas. Se os Estados Unidos tomarem o controle dessa ilha, eles podem pressionar o Irã a ceder na abertura do estreito e a negociar a entrega dos 440 quilos de urânio enriquecidos a 60%.
Vitélio Brustolin

Sobre o cenário interno nos EUA, o professor disse que Trump começa a semana com baixa aprovação em meio às massivas manifestações contra ele e contra a guerra por várias regiões do país.

Com a menor aprovação na história dos mandatos dele, com 36%. Um quarto só da população apoiando a guerra contra o Irã, mas muitas pessoas apoiando as operações contra a Venezuela e contra a Cuba. O Trump ainda pode conseguir alguma vitória num contexto próximo aos EUA, mas a guerra impopular dentro dos Estados Unidos contra o Irã segue sendo uma pedra no sapato dele.
Vitélio Brustolin

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