“Encontrei-me com Kyrylo Budanov e ofereci-lhe o cargo de Chefe do Estado-Maior”, escreveu Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, nas redes sociais. “Os procedimentos formais” para a sua nomeação oficial “foram iniciados”, disse o assessor presidencial, Dmytro Lytvyn, a jornalistas.
Budanov irá substituir Andriy Iermak, que pediu demissão em novembro, após vir à tona um escândalo de corrupção no governo. A residência de Iermak foi alvo de uma operação de busca como parte da investigação de corrupção. Entretanto, as autoridades ucranianas não o incluíram na lista de suspeitos até o momento.
Volodymyr Zelensky justifica a nomeação de Kyrylo Budanov citando a necessidade de a Ucrânia se concentrar em questões militares, diante da guerra com a Rússia, iniciada em fevereiro de 2022.
Tarefas com as quais o novo chefe da administração presidencial está bem familiarizado, uma vez que são também prioridades do serviço de informações militares ucraniano (GUR), que ele chefiou anteriormente.
O conflito, que começou há quatro anos com a invasão russa da Ucrânia, é o mais violento em território europeu desde a Segunda Guerra Mundial e provocou dezenas de milhares de mortes.
Kyrylo Budanov, que completará 40 anos em dois dias, construiu uma reputação marcada por ações ousadas desde o início da ofensiva de Moscou.
Chamado pela imprensa local de homem "sem sorriso", ele revela pouco sobre suas origens ou sua vida pessoal e mantém um perfil discreto. Contudo, é apontado como o responsável por alguns dos principais ataques dentro da Rússia e em território ucraniano ocupado, incluindo uma explosão na ponte da Crimeia, construída pela Rússia, em 2022.
À frente do GUR desde 2020, Budanov participou pessoalmente de diversas operações militares, chegando a ser ferido em combate. Segundo o porta-voz do GUR, ele também foi alvo de "mais de dez tentativas de assassinato".
Considerado uma lenda entre os ucranianos, mas um criminoso procurado na Rússia, o militar terá a partir de agora acesso sem precedentes a Zelensky e estará nos bastidores da presidência ucraniana, perspectiva que Moscou pode considerar preocupante.
* Emmanuelle Chaze, correspondente da RFI na Ucrânia, com agências.
Imagem divulgada pelo Serviço de Imprensa da Presidência da Ucrânia em 2 de janeiro de 2026 mostra o chefe da Inteligência Militar do país, Kyrylo Budanov (à direita), em reunião com o presidente Volodymyr Zelensky, em Kiev; Burdanov foi nomeado novo chefe do gabinete presidencial — Foto: Serviço de Imprensa da Presidência Ucraniana/Divulgação via AFP
Zelensky durante conferência em Berlim — Foto: RALF HIRSCHBERGER / AFP

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