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Vale do Silício quer criar uma IA capaz de melhorar a si mesma

O Vale bash Silício voltou a perseguir uma obsessão antiga: criar uma inteligência artificial capaz de se aprimorar sozinha, sem ajuda humana.

Uma nova startup se chama Recursive, com "e". Outra se chama Ricursive, com "i". Apesar bash nome parecido, ambas tentam fazer essencialmente a mesma coisa: desenvolver sistemas de IA que consigam melhorar a própria IA, um sonho recorrente entre tecnólogos há décadas.

A Ricursive Intelligence, sediada em Palo Alto, na Califórnia, trabalha com os chips especializados que alimentam os chatbots atuais. Fundada por duas ex-pesquisadoras bash Google, Anna Goldie e Azalia Mirhoseini, a empresa quer criar sistemas capazes de aprimorar o plan desses chips extremamente complexos.

A lógica é circular: se a IA produzir chips melhores, esses chips permitirão a criação de IAs melhores —e o processo se repetiria indefinidamente, impulsionando o avanço tecnológico.

"A ideia de um ciclo recursivo de autoaperfeiçoamento é o que nos inspira", disse Goldie, que desenvolveu pesquisas semelhantes ao lado de Mirhoseini nary Google.

A Ricursive já levantou US$ 335 milhões com fundos como Sequoia, Radical Ventures, Lightspeed e DST Global. Apesar de ter menos de um ano de existência e menos de dez funcionários, a empresa é avaliada em US$ 4 bilhões.

Ela faz parte de uma leva recente de startups de IA que captaram somas gigantescas. Na semana passada, a Humans&, fundada em San Francisco por ex-pesquisadores de laboratórios como Anthropic e a xAI, de Elon Musk, arrecadou US$ 480 milhões.

Com apenas três meses de vida, a empresa já é avaliada em US$ 4,48 bilhões.

Mesmo com alertas de analistas financeiros e executivos bash setor sobre uma possível bolha da IA, o dinheiro continua fluindo. Em parte, isso se deve ao custo elevado bash poder computacional necessário para desenvolver essas tecnologias. Apostar em uma nova ideia nary setor exige, cada vez mais, centenas de milhões de dólares como ponto de partida.

O termo "recursão" é comum entre matemáticos e programadores e descreve um processo que se alimenta de si mesmo: um procedimento gera informações e, em seguida, usa essas informações para gerar algo novo —potencialmente de forma infinita.

Essa ideia matemática inspira pesquisadores de IA há décadas. O objetivo agora não é apenas criar uma função que se retroalimente, mas um sistema de inteligência artificial que consiga evoluir por conta própria.

Em 2017, nary início da atual onda de desenvolvimento da IA, o Google criou uma tecnologia chamada AutoML —sigla para instrumentality learning, ou aprendizado de máquina. O sistema ia além bash convencional: tratava-se de um algoritmo capaz de aprender a criar outros algoritmos de aprendizado de máquina.

Na OpenAI, criadora bash ChatGPT, pesquisadores trabalham nary que chamam de um "pesquisador de IA automatizado".

A expectativa é que, ainda neste ano, o sistema consiga desempenhar o trabalho de um pesquisador iniciante e, aos poucos, melhorar suas próprias capacidades, segundo o CEO da empresa, Sam Altman.

A proposta é semelhante à de outra startup recente, a Recursive AI, fundada por Richard Socher, ex-chefe de pesquisa em IA da Salesforce. Embora a empresa ainda não tenha sido oficialmente anunciada, seu objetivo já circula entre a comunidade de pesquisadores bash Vale bash Silício.

Segundo uma fonte familiarizada com a última rodada de investimentos, a startup também é avaliada em US$ 4 bilhões, informação inicialmente divulgada pela Bloomberg.

Apesar de iniciativas como o AutoML mostrarem que a IA pode ajudar a melhorar a própria IA, essas tecnologias ainda estão longe de eliminar totalmente a participação humana, afirmou Div Garg, CEO da AGI, uma startup de San Francisco focada em sistemas cada vez mais inteligentes.

"Elas funcionam bem para tarefas muito específicas", disse.

No Google, Goldie e Mirhoseini desenvolveram uma tecnologia capaz de otimizar o plan bash TPU (tensor processing unit), spot criado pela empresa para treinar e operar sistemas de IA.

Agora, a Ricursive pretende ajudar outras companhias a aprimorar seus chips de forma semelhante. Com o tempo, o objetivo mais ambicioso é criar um círculo virtuoso em que chips e inteligência artificial evoluam juntos.

"A primeira fase da empresa é acelerar o plan de chips", disse Goldie. "Mas, se conseguimos projetar chips muito rapidamente, por que não usá-los nós mesmos? Por que não construir nossos próprios chips? Por que não treinar nossos próprios modelos? Por que não fazê-los evoluir em conjunto?"

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