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Varejo recua em abril, EUA e Irã assinam acordo para encerrar guerra

Varejo recua 1,5% em abril, puxado por queda em combustíveis

  • O volume de vendas do comércio varejista brasileiro caiu 1,5% em abril frente a março, na série com ajuste sazonal, segundo a PMC (Pesquisa Mensal de Comércio) divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O principal fator de pressão foi a atividade de Combustíveis e lubrificantes, com recuo de 6,2% no período. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor registrou alta de 1,0%, com acumulado de 2,0% no ano e de 1,5% nos últimos 12 meses.
  • Seis das oito atividades pesquisadas apresentaram queda na margem, entre elas Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,8%). Em sentido contrário, Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo avançou 1,3%, sendo a atividade de maior peso no índice. O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, material de construção e atacado especializado, recuou 0,7% em relação a março.

EUA e Irã assinam acordo para encerrar guerra e reabrir Estreito de Hormuz

  • Os Estados Unidos e o Irã assinaram eletronicamente um memorando de entendimento para encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro, negociado com mediação do Paquistão e conhecido informalmente como "Acordo de Islamabad". O texto foi assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, e tem cerca de uma página com 14 pontos, funcionando como um acordo-quadro: declara o fim das hostilidades e abre uma janela de 30 a 60 dias para negociar um tratado de paz mais detalhado. Uma cerimônia formal de consolidação do acordo está prevista para 19 de junho, em Genebra.
  • O memorando estabelece cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, incluindo o Líbano, com suspensão das operações militares americanas e iranianas. No Estreito de Hormuz, prevê reabertura gradual, com remoção progressiva dos bloqueios iranianos e garantia de passagem mais segura para navios de petróleo, gás e carga geral. O documento também inclui alívio parcial de sanções americanas a portos iranianos, condicionado ao cumprimento do cessar-fogo, e retomada de negociações sobre o programa nuclear iraniano, com compromisso de discutir limites, inspeções e contrapartidas econômicas, ainda sem a definição de um novo acordo formal.
  • Para os mercados, o ponto de maior atenção é o tráfego em Hormuz. Desde o início do conflito, o número de navios que passam pelo estreito caiu de cerca de 140 por dia para apenas meia dúzia, retração de 90% a 95%, com centenas de embarcações retidas na região. O memorando prevê aumento "significativo, mas gradual" do tráfego, e analistas estimam passagens diárias entre 10 e 15 navios em um primeiro momento. Permanecem incertezas sobre a adesão de grupos regionais no Líbano e a aceitação interna do acordo tanto em Washington quanto em Teerã.

Veja o fechamento de dólar e Bolsa na segunda (15):

  • Dólar: +0,09%, a R$ 5,067
  • B3 (Ibovespa): -0,42%, aos 170.415,13 pontos
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