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Veja o que Bolsonaro disse no dia seguinte às vitórias de Trump em 2016 e 2024

Em novembro de 2016, Jair Bolsonaro (PL) estava em seu sétimo mandato como deputado federal do chamado baixo clero da Câmara, que é o grupo de parlamentares sem influência política nacional expressiva.

No dia 9 daquele ano, uma quarta-feira, o mundo era impactado pela inesperada vitória de Donald Trump sobre a então favorita Hillary Clinton.

A Folha encontrou o parlamentar brasileiro no final da manhã próximo a uma das entradas do Congresso, e o assédio em busca de uma selfie já era significativo —no percurso de pouco mais de 100 metros até o seu gabinete, ele foi parado seis vezes por admiradores e uma sétima por um homem que de dentro do carro gritou: "Vamos para os Estados Unidos, Bolsonaro"!

"Ahahah, se o Trump convidar...", respondeu ao homem.

Na entrevista em seu gabinete, ele falou que se achava muito parecido com o republicano, defendeu ideias similares à dele e, ao final, resumiu seu estado de espírito tendo à mesa a edição do dia do jornal Correio Braziliense com a manchete: "Deu Trump, e Agora?" —"Estou muito feliz."

Oito anos depois, também no dia em que Trump obteve uma vitória na corrida à Casa Branca, a Folha conversou nesta quarta-feira (6) novamente com Bolsonaro.

O ex-presidente brasileiro —ele chegaria ao poder dois anos depois do primeiro êxito de Trump— afirmou considerar a eleição daquele que hoje ele diz ser um amigo como um "passo importantíssimo" para seu "sonho" de também voltar ao poder.

Bolsonaro foi condenado em 2023 pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação após difundir mentiras sobre o processo eleitoral em reunião com embaixadores e utilizar eleitoralmente o evento do Bicentenário da Independência.

"Lá atrás eu já me identificava com as propostas dele. Eu vim conhecê-lo pessoalmente depois que me elegi presidente. Ficamos dois anos conversando sobre muita coisa. Nasceu mais que um respeito, uma amizade entre nós", disse Bolsonaro, que pontuou: "Eu, obviamente, sabendo o meu lugar."

"Mesmo sabendo da minha diferença para ele, eu sinto que o carinho dele comigo é real. E de mim para ele, também. Então, fiquei muito feliz com a eleição dele."

Bolsonaro afirmou que irá pedir ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorização para ir à posse de Trump, marcada para o próximo dia 20 de janeiro.

"Quem não quer ir na posso de um presidente como o dos Estados Unidos?".

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