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Vendedor usa 'Data-toalha' para contabilizar preferência de fregueses por Lula, Flávio e Renan Santos

"Quem vende mais, Lula ou Bolsonaro?" Foi para responder a essa insistente pergunta que o vendedor ambulante Osvaldo Pires Valentim –o Osvaldo das Toalhas– resolveu criar um placar e pendurar junto ao varal onde expõe seus produtos no ponto de venda localizado na esquina da alameda Lorena com a avenida Nove de Julho, nos Jardins, em São Paulo.

Apelidado de "Data-Toalha", em alusão ao instituto de pesquisa Datafolha, a lousa é atualizada toda vez que um novo produto é vendido ao gosto do freguês-eleitor para compor a contagem diária.

Nesta quinta-feira (4), o campeão de vendas com seis toalhas foi o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Empatados em segundo lugar, com quatro toalhas cada, aparecem o presidente Lula (PT) e o pré-candidato Renan Santos (Missão).

A corrida das toalhas não reflete necessariamente as pesquisas oficiais de intenção de voto. Segundo a última pesquisa Datafolha realizada em maio, Lula lidera com 40% das intenções de voto no primeiro turno, seguido de Flávio com 31%. Já Renan Santos aparece com apenas 3%.

A venda de toalhas de Renan Santos pode ter sido impulsionada nesta quinta pela visita do próprio pré-candidato do Missão ao ponto de comércio, que foi registrada em vídeo publicado no perfil do Instagram de Osvaldo das Toalhas.

"Não é por nada não, mas a minha toalha é mais legal", disse Santos ao autografar o produto com seu rosto estampado.

Em clima de Copa do Mundo, o quarto colocado do "Data-Toalha", com três toalhas vendidas, não é da política, mas do futebol. Neymar Jr. ganhou seu lugar no varal de Osvaldo das Toalhas ao ser eleito por ele e seus seguidores nas redes sociais como "o melhor jogador da história do futebol".

O vendedor dos Jardins se considera um empreendedor democrático. A ideia de comercializar toalhas de rivais surgiu ainda na campanha presidencial de 2022.

"Eu via na internet as pessoas vendendo toalhas do [Jair] Bolsonaro e do Lula. Uns vendiam só do Lula, outros só do Bolsonaro. Com uma mente empreendedora, eu falei: vou vender dos dois. E a pergunta insistente de 'quem vende mais' me fez ter a ideia do placar, que depois veio ter o nome de ‘Data-Toalha’", contou à Folha.

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