Influenciados pelo cenário político de Brasília, alguns vereadores de Porto Alegre se desentenderam durante discussão sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que começou nesta terça-feira (02) na sede do Supremo Tribunal Federal (STF). Em meio a gritos, a presidente da Câmara, vereadora Comandante Nádia (PL), suspendeu a sessão por cinco minutos e depois retomou os trabalhos da casa.
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Influenciados pelo cenário político de Brasília, alguns vereadores de Porto Alegre se desentenderam durante discussão sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que começou nesta terça-feira (02) na sede do Supremo Tribunal Federal (STF). Em meio a gritos, a presidente da Câmara, vereadora Comandante Nádia (PL), suspendeu a sessão por cinco minutos e depois retomou os trabalhos da casa.
Declarações sobre o julgamento do chamado "núcleo crucial" da ação penal sobre a tentativa de golpe, que compreende o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus, foram trazidas nos discursos de vários parlamentares, mas o conflito começou após a fala do vereador Erick Dênil (PCdoB). "Tem gente que sobe aqui nessa tribuna e, sem vergonha nenhuma, defende o golpe. Inclusive, faz alusão a um dos maiores torturadores da história brasileira, o Ustra", disse o parlamentar. O vereador Coronel Ustra (PL) - primo do Coronel Carlos Brilhante Ustra, militar que coordenava o Doi-Codi, mecanismo de repressão política instaurado durante a ditadura militar - reagiu.
Após a fala de Dênil, Ustra foi até o microfone de aparte para registrar a sua insatisfação em relação às palavras do parlamentar, mostrando o livro de Brilhante Ustra, que guarda em sua bancada, e reafirmando o orgulho que sente em carregar o seu nome. Em seguida, a vereadora Mariana Lescano (PP) também repudiou o discurso de Dênil, afirmando que esse poderia ser um caso para a Comissão de Ética, visto que o nome familiar de um vereador foi atacado. A presidente da sessão então relembrou que Ustra poderia solicitar cinco minutos de fala por ter entendido que sua honra foi ferida, requerimento que o parlamentar enviou prontamente.
Com a solicitação aprovada pela presidência, Ustra subiu à tribuna. "Venho defender a minha honra, a honra da minha família e a honra do meu tio Carlos Brilhante Ustra, que lutou, de arma na mão, contra perigosos terroristas que queriam implementar a ditadura do proletariado no nosso país." Com uma foto de Dilma Rousseff (PT) em mãos, o parlamentar chamou-a de "terrorista e de bandida", fazendo referência a episódios de sua militância contra o período ditatorial brasileiro.
Durante a fala, o vereador Roberto Robaina (PSOL) se aproximou da tribuna e começou a discutir com Ustra. Com isso, a confusão tomou o plenário, levando à suspensão dos trabalhos. Com a sessão pausada, Nádia convocou que os líderes das bancadas se aproximassem da Mesa Diretora para que a situação fosse discutida. Nesse momento, guardas da Câmara delimitaram um perímetro, impedindo que assessores ou representantes da imprensa se aproximassem.
Com a retomada da sessão, a palavra foi restabelecida a Ustra, que afirmou que gostaria de debater com Dilma sobre a situação que o País enfrentou no regime militar. Finalizado o discurso, a vereadora Natasha Ferreira (PT) solicitou cinco minutos de fala por sentir que a honra de seu partido e da ex-presidente Dilma foram feridas pelo parlamentar. A presidente da casa, no entanto, indeferiu o requerimento. De acordo com a líder da bancada do PT, a situação será reportada ao Ministério Público Federal (MPF).

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