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Viciado em 'consertar' empresas aposta agora em criar rede de cafeterias

Em 2006, comprou o restaurante Cheiro Verde, no centro de Taubaté. Pagou R$ 30 mil. Segundo Guimarães, o restaurante tinha uma estrutura grande e com muitos equipamentos, mas havia problemas graves de manutenção, além de falhas na gestão de pessoas e uma disciplina ruim na gestão financeira. "O restaurante estava em processo de falência, mas tinha produto bom e boa localização. Vi potencial", diz.

O que ele fez? "Ao longo dos anos, modernizei bastante. Fiz duas grandes reformas estruturais, criei um plano de cargos e estímulos aos funcionários, inseri o delivery e criei uma identidade forte do restaurante na internet. Tudo isso fez o fluxo de clientes aumentar", afirma. Também mudou o nome para Salada Mista Restaurante. O faturamento, que era de R$ 15 mil mensais quando ele comprou, passou a R$ 350 mil por mês no final de 2023. Guimarães vendeu a operação em 2025 por R$ 600 mil.

Choperia: negócio certo no lugar errado. Ele comprou uma choperia em 2012. O negócio ficava em uma praça ao lado da igreja matriz, no "coração da cidade" — e esse era o problema, diz ele. "Era um negócio que abria de segunda a sexta, encerrando às 20h, e no sábado parava às 14h. Não abria aos domingos nem feriados, porque o centro 'morria'. Era um negócio certo no lugar errado", declara.

O que havia de errado? Problemas de gestão, devido a desentendimento entre sócios, má gestão financeira e, com isso, faturamento baixo (R$ 30 mil por mês). "A empresa não estava sangrando, mas estava vendendo pouco. E com dois sócios com muitos problemas entre eles", afirma. Ele comprou a choperia por R$ 120 mil. Em dois anos, ele incluiu café da manhã, reformulou o layout do espaço e levou música ao vivo para o local. Chegou ao faturamento de R$ 70 mil mensais.

Com estrutura interna pequena, ele colocava mesinhas e cadeiras na área da praça. Mas, com uma mudança na gestão pública, isso foi proibido — e suas mesinhas e cadeiras barradas no local. "Tentei fazer algumas adaptações, reformei o espaço para encaixar o máximo de mesa possível, mas o faturamento caiu para R$ 50 mil por mês."

Precisou mudar a direção do negócio. Em 2014, ele transformou a choperia em um restaurante express no modelo para viagem (takeaway), para a retirada de marmitex, sem consumo local. "Como eu já tinha o Salada Mista Restaurante, lancei ali o Salada Mista Express. Com o tempo, eu coloquei algumas mesas, porque eu vi que só o takeaway não aguentaria. Cheguei a R$ 80 mil de faturamento mensal, batendo o teto da choperia", afirma. Em 2016, ele vendeu o negócio por R$ 250 mil.

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