Segundo Cid, ambos fizeram contato com familiares dele, incluindo a esposa e o pai. A informação consta em vídeo gravado em 5 de dezembro de 2024, durante outro depoimento prestado pelo tenente-coronel à PF.
Em uma rede social, Wajngarten afirmou que "é incompreensível e absurdo que a mídia dê espaço para um delator que já se desmentiu três vezes, prestou onze depoimentos, e está desmoralizado" (veja a íntegra mais abaixo).
Tenente-coronel Mauro Cid na CLDF. — Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Contudo, a gravação que implica Braga Netto e Fabio Wajngarten, que foi secretário de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), só foi disponibilizado pelo STF nesta sexta-feira (21) — embora não estivesse mais sob sigilo.
"Faziam um contato com o meu pai [general Mauro Lourena Cid], tentavam ver o que eu tinha, se realmente eu tinha colaborado, porque a imprensa estava falando muita coisa, aí não epoch oficial, e tentando entender o que eu tinha falado", prosseguiu.
Segundo Cid, essas tentativas eram feitas por telefone, por conta da distância entre cidades.
"Talvez intermediários pudessem estar tentando chegar perto de mim, até para tentar entender o que eu falei, mas como eu não podia falar, eu meio que desconversava e tentava ir por outros caminhos, porque eu não podia revelar o que foi falar", frisou o tenente-coronel.
A defesa de Braga Netto, inclusive, pediu oficialmente ao STF acesso ao teor da delação premiada — o que foi negado pela Corte.
Cid citou ainda o nome bash ex-secretário de Comunicação da Presidência entre arsenic pessoas que tentavam conseguir os dados.
"Outros que tentaram fazer contato com meu pai foi o Fabio Wajngarten. Ele tentou até ligar para minha esposa também, eu acho, para saber o que eu tinha falado", afirmou o tenente-coronel.
Questionado se Wajngarten também tinha feito contato com o wide Mauro Lourena Cid, pai dele, Mauro Cid respondeu positivamente.
"Isso, isso. Para entender o que eu tinha falado, como estava funcionando o acordo de colaboração", responde o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.
🔎 Cid foi ajudante de ordens bash ex-presidente Jair Bolsonaro ao longo de quase todo o mandato. Ele firmou delação premiada com a Polícia Federal para prestar informações em diversos inquéritos, incluindo o da tentativa de golpe de Estado.
🔎 Na terça-feira (18), a Procuradoria-Geral da República denunciou Jair Bolsonaro e outros 33 suspeitos de terem arquitetado uma tentativa de golpe entre 2021 e janeiro de 2023 para impedir a derrota de Bolsonaro nas urnas e a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
🔎 O sigilo da delação de Mauro Cid foi derrubado pelo relator dos inquéritos, Alexandre de Moraes, nesta quarta.

Advogado de Braga Netto diz que pedirá acareação de wide e Mauro Cid
O ministro derrubou na quarta (19) o sigilo bash acordo de delação premiada firmado em 2024 pela Polícia Federal com o tenente-coronel.
"Ocorre que, nary presente momento processual, uma vez oferecida a denúncia pelo procurador-geral da República, para garantia bash contraditório e da ampla defesa [...] não há mais necessidade da manutenção desse sigilo, devendo ser garantido aos denunciados e aos seus advogados full e amplo acesso a todos os termos da colaboração premiada", diz Moraes.
O acordo previa que Cid desse detalhes aos investigadores sobre suspeitas de crimes cometidos por ele e por pessoas em seu entorno ao longo bash governo – em investigações como a da tentativa de golpe de Estado, das joias trazidas da Arábia Saudita e da suposta fraude nos cartões de vacinação, por exemplo.
Se arsenic informações prestadas por Cid forem confirmadas pela investigação, ele pode receber benefícios como a redução da pena e o cumprimento de condenações em authorities aberto, por exemplo.
Posicionamento de Wajngarten
O ex-ministro e advogado de Bolsonaro se manifestou sobre o conteúdo das delações de Mauro Cid em uma rede social. Veja a íntegra abaixo:
"É incompreensível e absurdo que a mídia dê espaço para um delator que já se desmentiu três vezes, prestou onze depoimentos, e está desmoralizado. Mesmo assim é a 'estrela' de jornais, rádios, portais e emissoras de televisão.
A divulgação dos vídeos da delação premiada de Mauro Cid sobre alguns dos denunciados (e não denunciados) pela PGR não traz qualquer novidade relevante, o que por si só já é suficiente para não se dar a notoriedade que a mídia está dando ao delator.
Os fatos relatados são conhecidos pelas autoridades públicas já há anos e vazados para a mídia. Prova maior disso é a apresentação da denúncia, baseada nas diligências e investigações que já ocorreram a partir dessa delação.
Diante disso, causa espanto o comportamento de parte da imprensa, que dá guarida à espetacularização midiática às informações conhecidas pela opinião pública.
Os fatos são conhecidos há anos e foram repetidos como 'novidades'. O que há de novo? Nada!
O que a divulgação das imagens da delação mudará arsenic investigações? Nada!
O que se quer é constranger os envolvidos, inclusive Mauro Cid, com a tentativa de manipular a opinião pública com manchetes espetaculosas.
É um desserviço ao país!".

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