Dores nas mãos e nos dedos após longos períodos no celular podem indicar mais do que simples desconforto: em muitos casos, trata-se de tenossinovite, uma inflamação na bainha que envolve os tendões. Popularmente conhecida como “dedo de celular”, a condição tem se tornado cada vez mais comum entre quem passa horas rolando a tela, digitando ou jogando no smartphone.
Embora o apelido soe inofensivo, o problema é real e pode evoluir para quadros incapacitantes se não for tratado. A seguir, o TechTudo explica o que é a tenossinovite, como identificá-la, quais são os sintomas e fatores de risco, além de dicas de prevenção e tratamento baseadas em evidências científicas e entrevista com especialista.
Você pode ter ‘dedo de celular’ e nem sabe; veja sinais de tenossinovite — Foto: Luciana Maline/TechTudo Você pode ter "dedo de celular" e nem sabe; veja sinais de tenossinovite
O TechTudo preparou este guia com seis dicas essencias sobre tenossinovite, o famoso "dedo de celular". A seguir, confira os tópicos que serão abordados neste guia.
- O que é a tenossinovite?
- Qual a relação com o uso do celular?
- Quais são os sintomas?
- Quais são os grupos de risco?
- O que dizem os especialistas?
- Dicas práticas para prevenir ou aliviar os sintomas
1. O que é a tenossinovite?
Tenossinovite é uma inflamação da bainha sinovial que recobre os tendões, principalmente nas regiões das mãos, punhos, pés e tornozelos. Essa estrutura, que funciona como um túnel cheio de líquido lubrificante, permite que os tendões se movam com suavidade. Quando inflamada, causa dor, inchaço e dificuldade de movimento, podendo levar a contraturas e até a necessidade de cirurgia em casos graves.
3D | Imagem reenderizada do principal sintoma da tenossinovite, o Dedo em Gatilho — Foto: Reprodução/Kjpargeter O tipo mais comum é a tenossinovite estenosante, conhecida como Dedo em Gatilho, quando o tendão inflama ao ponto de causar travamentos nos dedos. Ela se distingue de outras condições como a artrite ou a síndrome do túnel do carpo por seus sinais específicos, como dor ao esticar o dedo e sensação de estalo. O diagnóstico correto é essencial para evitar tratamentos inadequados.
2. Qual a relação com o uso do celular?
Embora a tenossinovite tenha diversas causas, como doenças autoimunes ou lesões por esforço, o uso prolongado e repetitivo do celular tem sido apontado como um gatilho crescente. Atividades como segurar o aparelho por muito tempo, digitar com os polegares ou fazer movimentos repetitivos com os dedos aumentam a sobrecarga nos tendões. O problema é tão comum que ganhou um apelido: dedo de celular.
O que é a tenossinovite? — Foto: Freepik/Reprodução Estudos apontam um aumento na incidência de tenossinovite relacionado ao avanço da tecnologia e ao uso constante de dispositivos móveis. Segundo dados de consultórios, pessoas entre 30 e 50 anos, que trabalham com celular ou utilizam redes sociais como Instagram, TikTok e Linkedin por muitas horas diárias, têm apresentado mais casos da condição. Isso reforça a necessidade de se adaptar ao uso digital de forma mais saudável.
3. Quais são os sintomas?
Os sinais de tenossinovite geralmente começam com dor localizada em um ou mais dedos, especialmente ao movimentar. A dor pode ser acompanhada de inchaço, rigidez e sensibilidade ao toque. Muitos pacientes também relatam sensação de travamento ao tentar abrir ou fechar a mão. Em casos mais avançados, a inflamação pode limitar o movimento e prejudicar tarefas cotidianas.
Imagem ilustrativa de uma pessoa tendo sua mão enfaixada por causa da tenossinovite — Foto: RDNE Stock project Um sintoma característico é o desconforto ao acordar ou após longos períodos usando o celular. Algumas pessoas também escutam estalos nos dedos ao movimentar, especialmente quando a inflamação atinge estruturas como o tendão do polegar, típico da Tenossinovite de Quervain. Caso esses sintomas persistam por dias ou piorem com o tempo, é indicado procurar um profissional de saúde.
Veja os principais sintomas da tenossinovite:
- Dor localizada nas mãos, punhos ou dedos;
- Inchaço na região afetada;
- Sensação de estalo ou “travamento” ao movimentar os dedos;
- Dificuldade para segurar objetos ou realizar movimentos repetitivos;
- Rigidez, especialmente ao acordar ou após longos períodos de inatividade;
- Sensibilidade ao toque na área inflamada;
- Vermelhidão ou calor no local, em casos mais avançados.
4. Quais são os grupos de risco?
Embora qualquer pessoa possa desenvolver tenossinovite, alguns grupos são mais propensos. Profissionais que fazem movimentos repetitivos com as mãos – como digitadores, cabeleireiros, costureiros e músicos – estão entre os principais afetados. O mesmo vale para atletas que utilizam intensamente os membros superiores ou jogam videogames por muitas horas seguidas.
Grupos de risco para desenvolver a tenossinovite — Foto: Divulgação/Samsung Pessoas com doenças como diabetes, gota ou artrite reumatoide também estão mais vulneráveis à inflamação nos tendões. Estudos indicam que até 20% dos diabéticos e 87% dos pacientes com artrite reumatoide podem desenvolver algum grau de tenossinovite. Além disso, mulheres entre 30 e 50 anos apresentam mais casos de tenossinovite de Quervain, relacionada ao uso do polegar.
5. O que dizem os especialistas?
Segundo a fisioterapeuta Dra. Luana Antunes, que atua há 10 anos em Guarulhos (SP), os consultórios têm registrado aumento expressivo de queixas relacionadas ao uso do celular.
A gente percebe no consultório o aumento de queixas relacionadas ao uso constante do celular, especialmente em pessoas que passam muitas horas digitando, rolando a tela ou jogando. O uso repetitivo e por longos períodos acaba sobrecarregando os tendões dos dedos e do punho, levando à inflamação”, afirma a especialista.
— Dra. Luana Antunes
A especialista explica que o tratamento pode envolver desde repouso até sessões de fisioterapia e uso de talas. Ela ainda ressalta que a busca por ajuda médica deve acontecer quando a dor persiste por mais de alguns dias ou começa a atrapalhar as atividades diárias.
6. Dicas práticas para prevenir ou aliviar os sintomas
A boa notícia é que é possível prevenir ou aliviar a tenossinovite sem precisar abandonar o celular. Pequenas mudanças fazem grande diferença: reduza o tempo de uso contínuo, alterne as posições das mãos e faça pausas regulares durante o dia. Alongamentos simples para dedos, punhos e antebraços ajudam a manter a flexibilidade e reduzir a tensão.
Imagem ilustrativa de uma mulher alongando os dedos a fim de evitar inflamações — Foto: Reprodução/Pvproductions Evite digitar longos textos com os polegares e, quando possível, use a digitação por voz ou um teclado externo. Também é importante manter a postura adequada e alternar tarefas para não sobrecarregar os mesmos músculos. Se os sintomas aparecerem, não ignore: compressas frias, repouso e acompanhamento com um fisioterapeuta podem evitar que a inflamação se agrave.
- Faça pausas frequentes ao usar o celular, especialmente em atividades repetitivas;
- Evite segurar o aparelho por longos períodos com a mesma mão;
- Mantenha a postura adequada ao digitar ou rolar a tela;
- Use suportes ou apoios ergonômicos quando possível;
- Alongue mãos, punhos e dedos regularmente;
- Reduza o tempo de uso contínuo de dispositivos móveis.
Para aliviar os sintomas:
- Procure orientação médica para diagnóstico e, se necessário, uso de anti-inflamatórios;
- Considere fisioterapia ou outras terapias manuais como parte do tratamento;
- Aplique compressas frias para reduzir dor e inflamação;
- Faça alongamentos leves e exercícios orientados por um fisioterapeuta;
- Evite atividades que agravem a dor, como digitar por longos períodos.
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8 meses atrás
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