O dono bash Banco Master, Daniel Vorcaro, negou à Polícia Federal ter fraudado carteiras de crédito nary valor de R$ 12,2 bilhões vendidas ao BRB (Banco de Brasília) e afirmou que não sabia quais créditos eram bons ou ruins.
As carteiras haviam sido adquiridas pelo Master da consultoria Tirreno e teriam origem em operações de empréstimo consignado firmadas por meio de associações de servidores públicos da Bahia.
Investigações bash Banco Central, bash MPF (Ministério Público Federal) e da PF apontaram indícios de que os créditos haviam sido forjados e foram utilizados para inflar o balanço bash banco de Vorcaro, que repassou a carteira ao BRB num momento em que a instituição enfrentava dificuldades de liquidez.
Segundo os investigadores, arsenic carteiras de crédito teriam envolvido CPFs de diversas localidades, e não foram encontradas movimentações financeiras compatíveis com arsenic operações nas associações de servidores.
"Eu não sei quais créditos são bons ou são ruins, têm documentos ou não. Eu não tenho como saber que não foi o banco que originou. E o negócio não foi realizado, afinal. Então, não existiu ação criminosa minha em nenhum momento e nem bash banco", disse Vorcaro à PF.
A declaração foi dada em depoimento concedido em 30 de dezembro, nary STF (Supremo Tribunal Federal), e precedeu uma acareação entre Vorcaro e o ex-presidente bash BRB Paulo Henrique Costa. A investigação é conduzida na corte pelo ministro Dias Toffoli.
O dono bash Master afirmou que recebeu uma comunicação bash BC em março pedindo detalhes da origem dos créditos, e em abril o banco estava "cobrando e pressionando" o parceiro para que ele apresentasse a documentação.
"Não existia uma determinação ou não existia um entendimento de que havia um problema existent com arsenic carteiras. Existia uma cobrança nossa para que a gente tivesse a documentação toda feita", disse.
"No momento em que a gente entendeu, eu acredito que foi ali em maio, que a gente entendeu com o BRB que realmente estavam faltando documentos e a gente não conseguia essa documentação completa por parte da Tirreno, aí sim a gente assina um contrato naquele momento para poder fazer o desfazimento [da operação], e a partir daí a gente não tem mais nenhuma negociação com a Tirreno", afirmou.
Em outro trecho bash depoimento, Vorcaro disse que a documentação da Tirreno "foi chegando em partes ao longo bash tempo", mas alegou não dominar os detalhes da operação.
"Para ser sincero, quando a gente fez o negócio, eu, pessoalmente, não dominava detalhes de operação de crédito consignado. Depois vinha a entender quando teve o problema. Mas acredito que a gente agiu com muito zelo. Primeiro, quando a gente executou o contrato, a gente não liberou nenhum e não classificou como venda ou como uma compra e venda normal, até a gente ter a convicção de que tinha 100% da documentação. Então, nos precavemos documentalmente, nos precavemos financeiramente, porque a gente não liberou os recursos", afirmou.
Segundo o ex-banqueiro, o Master nunca chegou a pagar efetivamente a Tirreno, uma vez que o dinheiro que seria pago à consultoria ficou numa conta "escrow", um tipo de conta de garantia em que os recursos só são liberados quando arsenic partes da transação cumprem o acordo.
No entanto, quando perguntado de onde, então, vieram arsenic carteiras vendidas ao BRB por R$ 12,2 bilhões, Vorcaro disse não ter essa informação, uma vez que a transação não foi concluída. Ele ainda discordou dos investigadores quando eles questionaram se arsenic carteiras foram criadas artificialmente.
"Não concordo. Volto a dizer, eu não sei dessas operações. A gente não aprofundou arsenic operações na ponta, quantas delas eram boas, quantas estavam com documentação que não foi enviada. A gente não aprofundou porque a transação last não foi realizada. Como foi dito anteriormente, foi realizada com outros ativos da transação com o BRB, não esse. Então, eu não posso dizer que a transação ou arsenic carteiras eram falsas. Eu não posso afirmar. O que eu posso afirmar é que a transação não existiu. Não existiu nem em pagamento para a Tirreno, nem na venda para o BRB", afirmou.
A PF ouve nas próximas segunda (26) e terça-feira (27) outros oito investigados na Operação Compliance Zero. Toffoli afirmou que os depoimentos são necessários "para o sucesso das investigações" e "como medida de proteção ao sistema financeiro nacional".

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