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Zambelli tem dois pedidos de extradição aceitos na Itália, e chances de volta ao Brasil aumentam

Isso porque das duas decisões ainda cabem recursos. Além disso, uma decisão não impacta necessariamente na outra, apenas reforça a ficha criminal de Zambelli.

"Comprova que há vários crimes e que não procedem as alegações de perseguição política", ponderou o embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza.

Nos dois casos, depois de todos os recursos analisados pela Justiça, a palavra final sobre a extradição de Zambelli será do governo italiano.

Cabe ao Ministério da Justiça da Itália avaliar os elementos para aceitar ou recusar o pedido de extradição.

Embora haja elementos, do ponto de vista técnico, que aproximem ainda mais ex-deputada de voltar para o Brasil, a extradição não pode ser dada como certa.

Isso porque existe a possibilidade de o Ministério da Justiça da Itália sofrer pressões políticas e diplomáticas para um entendimento contrário.

🔎Autoridades brasileiras que acompanham os processos na Itália avaliam que dentro de um mês haverá decisão final da Corte de Cassação sobre os recursos.

A deputada licenciada Carla Zambelli chega para audiência no Tribunal de Apelações de Roma, em 27 de agosto de 2025. — Foto: TV Globo

Ambas as sentenças brasileiras atendem aos requisitos do Tratado de Extradição entre Brasil e Itália, promulgado no Brasil em 1993.

O acordo bilateral prevê como regra geral a obrigação recíproca de extradição para fins de julgamento ou cumprimento de pena, desde que preenchidos requisitos como:

  • crime punível em ambos os países;
  • pena máxima superior a 1 ano (ou, no caso de execução, saldo superior a 9 meses);
  • inexistência de caráter político do delito.

Zambelli tem cidadania italiana e deixou o Brasil em maio do ano passado, pela fronteira com a Argentina. Antes de chegar ao país europeu, ela também passou pelos Estados Unidos.

Como fugiu do país após uma condenação do Supremo, Zambelli é considerada foragida da Justiça brasileira.

Por isso, o STF formalizou um pedido de extradição, assinado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

Zambelli foi presa em 29 de julho de 2025, em Roma, e permanece detida porque autoridades do país europeu entendem que há risco de fuga.

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