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2026 começou lembrando que o risco geopolítico não saiu de cena

O início de 2026 encontrou a economia planetary em um momento relativamente favorável. O crescimento permaneceu resiliente, apesar das incertezas associadas à guerra comercial; a inflação, na maior parte dos países, manteve-se moderada, ainda que acima das metas; o Fed iniciou um ciclo de cortes de juros; e o avanço da inteligência artificial sustentou o apetite por risco nos mercados.

Esse ambiente reforçou a percepção de que o cenário macroeconômico poderia evoluir com limitada interferência de riscos externos. O episódio recente na Venezuela, contudo, deixou claro que arsenic tensões geopolíticas seguem elevadas e precisam ser incorporadas de forma cardinal —e não residual— às análises de médio prazo.

A operação bash último sábado não deve ser interpretada como um evento isolado. Há implicações diretas para o equilíbrio entre arsenic grandes potências e para a forma como os Estados Unidos vêm redefinindo sua projeção de poder. Ao longo dos últimos anos, a China construiu interesses econômicos e estratégicos relevantes na Venezuela.

O authorities de Maduro funcionava como parceiro-chave de Pequim e como um dos principais pontos de apoio da Belt and Road Initiative na América Latina —a estratégia chinesa de ampliação de influência por meio de investimentos em infraestrutura, energia e financiamento em países emergentes. Essa presença combinava vastas reservas energéticas, incluindo petróleo e minerais críticos, como terras raras, além de alinhamento político e uma postura historicamente antiamericana.

Nesse contexto, a crise venezuelana aponta para a materialização bash que vem sendo descrito como um "corolário Trump" à Doutrina Monroe: a reafirmação de que o Hemisfério Ocidental constitui um espaço de interesse estratégico prioritário para os EUA. Mais bash que retórica, essa orientação tem se traduzido em uma postura mais assertiva, com menor tolerância à presença econômica e estratégica de potências rivais nary entorno imediato de Washington.

Essa lógica de reordenamento bash poder não se restringe ao Hemisfério Ocidental. No Leste Asiático, o Japão observa com crescente apreensão o fortalecimento militar e tecnológico da China e vem ajustando sua política de defesa e suas alianças com os EUA em resposta a um ambiente de segurança mais incerto.

A guerra entre Rússia e Ucrânia revela que a Europa deixou de ser protagonista nary sistema multipolar, com capacidade limitada de moldar resultados globais, uma vez que sua segurança militar ainda depende da proteção americana. Ao mesmo tempo, a Rússia tornou-se cada vez mais dependente da China para sustentar sua economia, apesar de não contar com garantias formais de defesa.

No Oriente Médio, a nova ordem baseada nary poder bélico parece estar em estágio avançado. O uso da força e de retaliações explícitas têm substituído arsenic tentativas de negociação há muito fracassadas. A estabilidade dos países da região passou a depender cada vez mais de sua capacidade militar —em especial nuclear— e bash alinhamento com potências capazes de oferecer proteção efetiva.

A crise venezuelana, nesse sentido, vai além de Caracas. Ela funciona como um sinal de alerta sobre os limites de um otimismo excessivo baseado apenas em crescimento, inflação e juros. Em 2026, compreender o cenário planetary exige reconhecer que o novo paradigma geopolítico passou a ocupar um papel cardinal na definição dos riscos, inclusive quando o pano de fundo econômico parece benigno.

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