Vendido para o eBay em 2005, uma época em que o mundo e, principalmente os Estados Unidos, ainda se recuperava do trauma que foi o estouro da bolha da internet, o Skype custou US$ 2,6 bilhões à empresa de comércio eletrônico. Logo depois, os fundadores retomaram o controle da empresa para vendê-la em 2011 à Microsoft por US$ 8,5 bilhões. Foi o mais alto valor pago pela dona do Windows até então.
A internet era menor e a Microsoft viu na mão ouro para poder conectar as pessoas em uma era que estava nascendo que era a dos smartphones
Helton Simões Gomes
A era que nascia também foi a responsável pela queda na popularidade do aplicativo. Para a Microsoft, o Skype seria sua bala de prata contra o iPhone, que começava a mudar toda a indústria de aparelhos celulares e de internet móvel. Na época, o Google, até então uma empresa apenas voltada à internet tradicional, também despontava no mundo da tecnologia móvel com o sistema operacional Android.
Com os smartphones consolidados como o aparelho preferencial para acessar a internet, surgiram outras ferramentas mais ágeis e talhadas para o mundo da mobilidade do que o Skype. Nessa linha, vieram Hangouts, Telegram, WhatsApp e o chinês Weibo.
Durante a pandemia, o Skype estava tão em baixa que plataformas menores que ninguém conhecia, como o Zoom, assumiram completamente o lugar dele
Helton Simões Gomes
Nesse meio tempo, a Microsoft passou a investir no Teams. O comunicador não é tão popular como o Skype foi, mas tem a vantagem de estar conectado com o Office 365, a suíte de programas de produtividade, como Word e Excel.
Comentários
Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro