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Alexandre Ramagem é preso nos EUA, diz PF; o que se sabe

Alexandre Ramagem em um carro de som, vestido com uma camiseta amarela da Seleção Brasileira de futebol, fazendo um discurso em um ato pró-Bolsonaro no Rio de Janeiro no ano passado.

Crédito, MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images

Legenda da foto, Ramagem é foragido da justiça brasileira desde setembro do ano passado
    • Author, Leandro Prazeres e Marina Rossi
    • Role, Da BBC News Brasil em Brasília e em São Paulo
  • 13 abril 2026, 14:02 -03

    Atualizado Há 5 minutos

  • Tempo de leitura: 3 min

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) foi preso nos Estados Unidos, onde estava foragido da Justiça brasileira.

A prisão foi confirmada porr uma fonte da Polícia Federal (PF) à BBC News Brasil.

Ramagem era considerado foragido desde setembro, quando a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a 16 anos de prisão por golpe de Estado, na mesma ação penal que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em novembro, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão preventiva de Ramagem. Seu mandato foi cassado em dezembro, junto com o de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que também está vivendo nos Estados Unidos.

Em 15 de dezembro, Moraes pediu aos EUA a extradição do deputado cassado, que também teve seu passaporte diplomático cancelado pela Câmara dos Deputados.

Segundo disse à BBC News Brasil em dezembro o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, o deputado saiu do Brasil de forma clandestina, pela fronteira com a Guiana, e usou passaporte diplomático para entrar nos EUA.

Ele teria viajado de avião para Boa Vista, em Roraima, de onde partiu de carro, em uma viagem clandestina em direção à fronteira.

Ex-delegado da Polícia Federal, Ramagem se tornou próximo do clã político de Bolsonaro na campanha de 2018, quando foi destacado pela PF para coordenar a segurança do então candidato, depois que ele foi alvo de uma facada em setembro daquele ano.

Em julho de 2019, Ramagem tomou posse como diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A Abin é vinculada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, comandada na época pelo ministro Augusto Heleno, também preso no mesmo processo de tentativa de golpe de Estado.

Em 2020, quando o hoje senador Sergio Moro (União-PR) deixou o Ministério da Justiça acusando Bolsonaro de tentar interferir na PF, o ex-presidente quis colocar Ramagem como diretor do órgão, mas o STF barrou a nomeação devido à proximidade pessoal de ambos.

Segundo a denúncia da Procuradoria Geral da República que levou ao julgamento e condenação de Ramagem, o ex-deputado teria usado a estrutura da Abin em favor dos planos golpistas — comandando uma "Abin paralela" que monitoraria adversários e críticos do governo Bolsonaro, além de produzir informações falsas e ataques virtuais.

Além disso, Ramagem teria fornecido a Jair Bolsonaro material para apoiar o ataque às urnas eletrônicas e a intervenção das Forças Armadas.

Esta reportagem está em atualização.

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