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Ancelotti não é brasileiro. E daí?

Quando existe confiança, as pessoas permanecem juntas mesmo quando o resultado não vem. O time segue junto. O vestiário segue unido. A cultura permanece forte.

Seja numa multinacional em crise, numa operação de 20 países ou na seleção brasileira, o líder que chega decretando, sem ouvir, destrói o que resta de confiança. O líder que chega escutando tem a chance de construir algo duradouro.

Ancelotti sabe disso. Sérgio Alonso sabia disso. O executivo que destruiu a minha antiga empresa não sabia.

A diferença nunca foi o passaporte. Foi a escuta.

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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