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Aos 21, criador da Mits Galeria quer aproximar jovens do mercado da arte

Supino afirma que a barreira não é apenas financeira, embora pese na hora de comprar obras, mas também de repertório e da sensação de não pertencer ao ambiente. Para ele, parte do público evita galerias por achar que "não vai ser recebido" ou que não terá "capacidade intelectual" para conversar sobre arte.

Ele destaca que existem formas de começar sem gastar. Segundo o empreendedor, a visita a galerias costuma ser gratuita, e museus oferecem dias de entrada livre, citando o Sesc, MASP e Pinacoteca como exemplos de acesso a exposições relevantes.

Hoje em dia você consegue, tem vários pontos de entrada. Você consegue visitar galerias, acho que todas são gratuitas. E os principais museus do Brasil também têm dias de entrada livre.
Roger Supino

Na conversa, ele também defende que São Paulo oferece uma programação comparável à de outras grandes metrópoles. Como exemplo, cita a exposição de Claude Monet no MASP, que reuniu obras vindas de museus do mundo inteiro.

Hoje a galeria fica nos Jardins, que é um dos principais polos de arte. A gente tem um espaço de mais ou menos 50 m², que não é tão grande, mas é muito acolhedor. Quando tem uma vernissage, eu tento fazer um espaço que seja quase uma celebração, uma festa, para trazer pessoas de diferentes classes sociais e níveis de instrução. Do grande colecionador até aquele que está indo pela primeira vez, e sair de lá entendendo tudo, porque a gente vai pegar na mão e vai explicar.
Roger Supino

Segundo Supino, a estratégia passa por eventos, mediação e aproximação direta com o público para tornar o ambiente mais acessível. "Criar um espaço que as pessoas sintam à vontade no meio da arte, para mim, é primordial", completa.

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