A Receita Federal anunciou nesta quinta-feira (22) que a arrecadação da União bateu recorde em 2025, somando R$ 2,8 bilhões em impostos e outras receitas. O resultado, divulgado junto aos números de dezembro, representa um crescimento real de 3,7% em relação a 2024, já descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Também é o melhor desempenho arrecadatório para os meses de dezembro. No último mês de 2025, a arrecadação alcançou R$ 292,7 bilhões, representando um acréscimo, corrigido pelo IPCA, de 7,4%. Os resultados da economia, além do aumento de impostos, são os principais fatores para a alta da arrecadação. "São números bonitos, um crescimento importante, considerando o patamar alto do ano anterior", destacou o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, durante a apresentação dos dados.
Os valores se referem a tributos federais, como Imposto de Renda (IR) de pessoas físicas e empresas, receita previdenciária, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), entre outros. A base de comparação, entretanto, está influenciada por eventos não recorrentes ou alterações de legislação que ocorreram em 2024 sem contrapartida em 2025. "Sem considerar os pagamentos atípicos, haveria um crescimento real de 4,8% na arrecadação do período de janeiro a dezembro de 2025", informou a Receita Federal.
Os resultados foram influenciados positivamente, principalmente, pelas variáveis macroeconômicas, diante do comportamento da atividade produtiva, principalmente serviços. O setor teve um crescimento de 2,7% de dezembro de 2024 a novembro de 2025. A produção industrial subiu apenas 0,1% no período acumulado. Já o valor em dólar das importações, vinculado ao desempenho industrial, teve alta de 2,1% entre dezembro de 2024 e novembro de 2025. Também houve crescimento de 10,9% da massa salarial no acumulado do período. Apenas o setor de venda de bens teve um decréscimo de 0,1% no mesmo intervalo.
A elevação do IOF influenciou o desempenho da arrecadação que somou R$ 86,4 bilhões de janeiro a dezembro de 2025, alta de 20,5% na comparação com o acumulado de 2024. A alta da arrecadação do PIS/Cofins em função também do desempenho das entidades financeiras e da taxação de serviços de apostas online (Bets) em 2025 é outro destaque apontado pela Receita.
Com ABR

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