A condenação era praticamente certa depois da confissão e na primeira audiência, e a atenção estava voltada para a severidade da sentença.
No mês passado, os promotores pediram prisão perpétua, classificando o ato como um "incidente extremamente grave e sem precedentes na história do pós-guerra".
Embora não fosse mais o líder do Japão na época, Abe continuou sendo uma força poderosa e unificadora dentro do Partido Liberal Democrático, então no poder.
O ex-primeiro-ministro morreu em julho de 2022, após ser baleado enquanto fazia um discurso em ato de campanha eleitoral na cidade de Nara, no oeste do Japão. A morte de Abe, o líder japonês que ficou mais tempo no cargo, chocou o país, onde mortes por armas de fogo são raras.

Morte de Shinzo Abe: vídeo mostra momento do atentado por 2 ângulos
O vídeo acima mostra o momento em que ele foi baleado; dois disparos podem ser ouvidos.
Logo após os disparos, Abe caiu no chão. Imagens do momento registradas mostram o ex-premiê deitado com a camisa ensanguentada (veja abaixo).
Yamagami teria responsabilizado Abe por promover a Igreja da Unificação, um grupo religioso contra o qual guardava rancor depois que sua mãe doou cerca de 100 milhões de ienes (US$ 660 mil ou R$ 3.546.708) à instituição, segundo a Reuters.
Acusado de matar ex-primeiro-mionistro se declara culpado — Foto: Montagem/g1

Japoneses se chocam com atentado a Shinzo Abe
Ao renunciar, Abe alegou motivos de saúde. Ele sofria de colite ulcerativa crônica, uma doença que já o havia tirado do poder em uma outra ocasião, em 2007.
Shinzo Abe apareceu no encerramento das Olimpíadas do Rio em 21 de agosto de 2016. — Foto: Stoyan Nenov/Reuters/Arquivo
"Eu me dediquei de corpo e alma à recuperação econômica e à diplomacia para proteger o interesse nacional do Japão todos os dias desde que retornamos ao poder”, disse Abe à época.
Ele ainda dominava o partido no poder, o Partido Liberal Democrata (LDP), e controlava uma de suas principais facções.
Abe Shinzo em março de 2020 — Foto: Kim Kyung-Hoon/Pool/Reuters
Shinzo Abe nasceu em uma família política rica. Seu pai foi ministro das Relações Exteriores do Japão, e seu avô, o ex-primeiro-ministro Nobusuke Kishi. Abe foi preparado para seguir os passos da família e se tornou o premiê mais jovem do Japão em 2006, aos 52 anos. Sua primeira passagem, porém, foi interrompida abruptamente por causa de seu problema de saúde.
Em agosto de 2021, bateu o recorde de longevidade no cargo de primeiro-ministro do Japão no mesmo mandato: 2.799 dias consecutivos. Ele já havia superado a marca em novembro do ano passado, mas contando sua primeira passagem à frente do país, muito mais efêmera (um ano entre 2006 e 2007).
Sua retórica política frequentemente mencionava a necessidade de fazer com que o Japão tivesse um papel mais relevante nos assuntos internacionais.
A sua popularidade caiu e registrou o menor nível desde que retornou ao poder em 2012. Ele foi criticado por sua gestão na pandemia.
O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe — Foto: Franck Robichon / AP Photo
Porém, sem reformas realmente ambiciosas, o programa registrou apenas êxitos parciais, ofuscados pela crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus. Mas mesmo diante da pandemia, manteve o Iene como moeda forte.
Abe também reforçou os gastos com defesa após anos de declínio, e expandiu a capacidade dos militares de projetar poder no exterior. Em uma mudança histórica em 2014, seu governo reinterpretou a constituição pacifista do pós-guerra para permitir que as tropas lutassem no exterior pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.
O ex-premiê foi fundamental para levar as Olimpíadas de 2020 para Tóquio, alimentando o desejo de presidir os Jogos, que foram adiados em um ano, para 2021, por causa da pandemia do COVID-19.
O Japão é o terceiro país mais rico do mundo e o líder do governo tem o respeito e admiração dos seus pares.

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