O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aceitou o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o "Conselho da Paz". A informação foi divulgada nesta quarta-feira (21).
Trump enviou convites a lideranças de cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Há, no entanto, receio na comunidade internacional de que o grupo enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas (ONU).
- De acordo com uma cópia do estatuto do conselho obtida pela agência Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo.
- Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,37 bilhões). Os recursos serão administrados por Trump.
- Argentina, Hungria e Marrocos já aceitaram o convite. O Brasil ainda está avaliando.
Segundo a Reuters, o envio das cartas gerou preocupação entre autoridades mundiais, principalmente na Europa. Diplomatas disseram que a medida também pode enfraquecer as Nações Unidas como um todo.
Um alto funcionário da ONU evitou comentar o plano de Trump, mas disse que a organização é a única instituição com capacidade moral e legal para reunir todas as nações, grandes ou pequenas.
"E se questionarmos isso... retrocedemos para tempos muito, muito sombrios", disse Annalena Baerbock, presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, à Sky News.
Trump costuma criticar instituições multilaterais, principalmente a ONU. O presidente norte-americano questiona a eficácia, o custo e a responsabilidade desses organismos e afirma que, muitas vezes, eles não servem aos interesses dos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento em Mar-a-Lago, em 16 de janeiro de 2026 — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque
Para Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), a estrutura proposta por Trump reúne uma série de falhas e concentra poder demais em uma única liderança, que seria a do próprio presidente dos Estados Unidos.
Ao exigir uma contribuição de US$ 1 bilhão por país interessado em um assento permanente e afirmar que administraria esses recursos, Trump levanta dúvidas sobre transparência e sobre o controle das decisões estratégicas, segundo o professor.
"O arranjo reflete uma abordagem personalista e unilateral, concentrando poder na figura de Trump, que teria influência decisiva e poder de veto sobre o funcionamento do órgão", afirma. "Há um temor real de que o Conselho se torne uma espécie de ONU paralela, controlada pelos Estados Unidos."
Ainda segundo Stuenkel, há questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse, já que Trump nomeou o próprio genro, Jared Kushner, e o conselheiro Steve Witkoff para fazer parte da estrutura. Ambos têm interesses empresariais na região de Gaza.
Netanyahu durante a visita de Trump a Israel após liberação dos reféns em 13 de outubro de 2025. — Foto: Reuters/Evelyn Hockstein

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