Um ato em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog na noite de sábado (25) deixou a Catedral da Sé, em São Paulo, lotada e reuniu familiares de vítimas da ditadura, religiosos, artistas e políticos, com discursos em defesa da democracia e dos direitos humanos.
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Um ato em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog na noite de sábado (25) deixou a Catedral da Sé, em São Paulo, lotada e reuniu familiares de vítimas da ditadura, religiosos, artistas e políticos, com discursos em defesa da democracia e dos direitos humanos.
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A celebração recordou o assassinato de Herzog há 50 anos pela ditadura militar e remeteu ao ato inter-religioso realizado à época, também na Sé, pelo arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, junto do rabino Henry Sobel e do pastor presbiteriano Jaime Wright.
Neste sábado, o trio foi representado pelo atual arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, pelo rabino Uri Lam, da Congregação Israelita Beth-El, e pela pastora Anita Wright, filha de Jamie Wright. Eles ressaltaram a importância da resistência dos religiosos em 1975.
Na ocasião, cerca de 8 mil pessoas compareceram ao ato na Sé, que desafiou a ditadura militar por contestar a versão dada pelo regime de que Vlado, como era conhecido Herzog, havia cometido suicídio ele foi torturado e morto na sede do DOI-Codi do Exército, em São Paulo, após ter se apresentado de forma espontânea para prestar esclarecimentos sobre sua militância pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Organizado pelo Instituto Vladimir Herzog e pela Comissão Arns, o ato teve a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) representando o presidente Lula (PT), que cumpria agenda na Malásia.
Também estiveram presentes o ministro Paulo Teixeira (Agricultura), o ex-ministro José Dirceu, deputados federais e estaduais, além do ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, que atuou na defesa de presos políticos.
Após a apresentação do coral, uma cerimonialista pediu um momento de silêncio em homenagem às vítimas da ditadura. Os presentes, então, levantaram cartazes com fotografias dos mortos e desaparecidos no período. Outros ergueram papéis com as frases "onde estão os nossos desaparecidos" e "a ditadura segue presente nas periferias". No telão foram exibidas imagens de Vlado com a mulher e os filhos enquanto o público cantava junto do coral.
Em seu discurso durante a celebração, Dom Odilo disse que o ato serve para reafirmar a importância da resistência dos religiosos em 1975. "Se estamos aqui sem medo de retaliação e com liberdades democráticas consolidadas, devemos isso também àqueles que pagaram um alto preço com seu sangue e sua vida."
Folhapress

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