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Aumento de produção na Venezuela deve levar à queda no preço do petróleo

A retomada da produção de petróleo pelas empresas americanas na Venezuela foi um dos pretextos de Trump para invadir e capturar o presidente venezuelano Nicolas Maduro.

As petroleiras americanas ConocoPhillips e a Exxon Mobil cobram US$ 10,3 bilhões em indenização do governo da Venezuela pela desapropriação do controle de suas operações no país. A Chevron foi a única que aceitou as condições de Chávez, que impôs controle estatal sobre as operações, com venda das ações para a PDVSA, a estatal venezuelana, a preços abaixo do mercado.

Hoje 70% do petróleo venezuelano vai para a China. Trump pode interromper esse fluxo, mas isso não deve ter grandes impactos dado o excesso de oferta. A China pode comprar da própria Rússia, que já é seu fornecedor ou mesmo do Brasil.

Trump também tem interesse em barrar o fluxo de recursos da Venezuela para Cuba — o que pode tornar ainda mais dramática a situação da ilha caribenha. Mas aqui o interesse é mais ideológico do que econômico.

Do ponto de vista geopolítico, o petróleo e o combate ao crime organizado e ao narcotráfico são os dois pretextos de Trump para livrar o território venezuelano da influência antiamericana vinda da China, do Irã e de guerrilhas colombianas. "A Venezuela virou um repositório de tudo o que é antiamericano", diz Zylberstajn. "Sob o pretexto geopolítico, Trump quer recuperar o acesso à Faixa do Orinoco para as empresas americanas. Ele terá à sua disposição, no quintal de casa, a maior reserva do mundo. Poderá até fazer um duto ligando a Venezuela ao que ele agora chama de Golfo da América — o Golfo do México, que foi renomeado por Trump."

Reportagem

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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