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'Bolsonaro é entusiasta de vários candidatos pela direita', diz Zema

Em um cenário de indefinição da direita brasileira, que possui vários possíveis nomes para a corrida ao Palácio do Planalto, Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, defende que a melhor estratégia seria a candidatura de vários quadros do campo político. O governador explicou essa e outras ponderações sobre as eleições de 2026 em coletiva de imprensa realizada no Instituto Caldeira na tarde desta sexta-feira (03), que precedeu sua palestra na Semana Caldeira. 

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Em um cenário de indefinição da direita brasileira, que possui vários possíveis nomes para a corrida ao Palácio do Planalto, Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, defende que a melhor estratégia seria a candidatura de vários quadros do campo político. O governador explicou essa e outras ponderações sobre as eleições de 2026 em coletiva de imprensa realizada no Instituto Caldeira na tarde desta sexta-feira (03), que precedeu sua palestra na Semana Caldeira. 

Segundo a lógica de Zema, governadores bem avaliados - como Eduardo Leite (PSD) no Rio Grande do Sul, Ronaldo Caiado (União Brasil) em Goiás, Ratinho Júnior (PSD) no Paraná, Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo e até ele mesmo em Minas Gerais - tendem a receber mais votos em seus estados do que qualquer outro candidato da direita. Assim, a votação arrecadada por cada candidato migraria ao nome mais bem sucedido do campo político em um segundo turno, potencializando sua força. O chefe do Executivo mineiro afirma que a ideia é corroborada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com quem conversou há cerca de 60 dias. 

Como já dito em entrevistas anteriores, Zema reafirmou que Tarcísio lhe disse que pretende concorrer à reeleição no governo de São Paulo, deixando a corrida presidencial para o futuro. Ele tem 70%/80% de chances de ser reeleito em São Paulo, e com qualquer candidato a presidente essa probabilidade já cai para 40%/45%. Então, trocar o certo pelo incerto não é bom", pontuou. O governador também destacou que uma possível candidatura do chefe paulista ao Planalto abriria um "flanco" em São Paulo, possibilitando que candidatos ligados à esquerda vencessem a eleição estadual. 

Pré-candidato à presidência da República, o governador reiterou que levará a candidatura até o fim da campanha. Segundo ele, sua participação no pleito busca cumprir com o objetivo do partido, que quer seguir crescendo nacionalmente. "Além de nós tentarmos viabilizá-la (a candidatura), nós temos também esse grande objetivo de aumentar a bancada federal em Brasília", sustentou.

Nesta semana, o vice-governador mineiro, Matheus Simões (PSD), deixou o partido Novo e filiou-se ao PSD. De acordo com Zema, o movimento objetiva potencializar sua campanha à presidência, trazendo mais recursos e mais tempo de televisão. "Temos de olhar o cenário maior." O pré-candidato ao Planalto ressaltou o seu apoio à candidatura de Simões ao governo de Minas Gerais nas próximas eleições e assegurou que o vice o apoiará no âmbito nacional.  

Quando questionado sobre as avaliações positivas do governo Lula, o mineiro não poupou críticas. "Aumento da popularidade do Lula é uma onda, que vem e que passa." Na sua avaliação, o momento atual se assemelha muito à pré-recessão entre 2015 e 2016, fazendo com que a intensificação da dificuldade econômica seja uma questão de tempo. "A economia está crescendo via anabolizante. E todo mundo que toma anabolizante uma hora vai ter problema renal, problema hepático, problema cardíaco", declarou. 

Dentre os fatores que impulsionaram a popularidade do atual presidente, Zema cita o lançamento do Auxílio Gás e as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Em agosto, quando a taxação foi anunciada pelo presidente estadunidense Donald Trump, o governador mineiro defendeu a medida, afirmando que os Estados Unidos deveriam ser "paparicados", já que são clientes do Brasil. Passado mais de um mês de seu posicionamento, Zema avalia que Trump errou ao retaliar o País, mas que Lula errou tanto quanto. "Se ele não concorda, ele deveria ter retaliado as pessoas com quem ele não concorda. E o presidente errou tanto quanto em ficar criticando os Estados Unidos e se aliando a países, a ditadores antiamericanos. Então, erro de todos os lados."

Sobre a sua candidatura ao Planalto, o mineiro pontua que será embasada em propostas e em seu trabalho já realizado no Palácio Tiradentes. "Nós tiramos o Titanic do fundo do mar e ele está navegando hoje. Um estado que estava totalmente arruinado, aniquilado pelo PT. Então, nós já mostramos que aquilo que o PT estraga nós temos já ferramentas para consertar", ponderou. Se eleito, Zema assegurou que concederá indulto à Bolsonaro e aos condenados pelos ataques à democracia em 8 de janeiro. "O Brasil já deu anistia pra assassino, pra assaltante de banco, sequestrador, e não vai dar anistia pra pichador de batom?", declarou. 

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