O BRB (Banco de Brasília) afastou do cargo nesta quarta-feira (1º) a superintendente de Controle Institucional, Morganna Lisboa.
Apesar das apurações relacionadas às operações com o Banco Master, a medida foi adotada porque ela é suspeita de ter praticado assédio moral, segundo apurou o Painel.
Morganna, que segue no banco por ser funcionária de carreira, foi procurada nesta quinta-feira (2), mas não quis se manifestar. O BRB afirmou em nota que não comenta casos específicos.
Ela estava no cargo desde a gestão anterior, de Paulo Henrique Costa. Costa foi afastado da presidência do BRB em novembro do ano passado, após a primeira fase da Operação Compliance Zero, que culminou na liquidação do Master e na prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Reportagem do portal Metrópoles publicada em janeiro mostrou que à época do anúncio de compra do Master, a superintendente gravou um vídeo em que dizia que, do ponto de vista de controle, toda a documentação solicitada pelo BRB havia sido prontamente atendida.
Reportagem do portal Vero Notícias publicada nesta quarta afirma que ela enviou uma mensagem em um grupo de WhatsApp de empregados do BRB chamado "Por nós" no momento em que o grupo discutia supostos responsáveis pela operação com o Master.
"Tem os proponentes, os pareceristas, as pessoas que votaram... Os chefes e as equipes que eles coordenam... Tem os que sabiam e não fizeram nada... Tem os enganados, tem os que estavam dando seu melhor... Tem os que deixaram pra lá... Tem os que estavam a base de remédio tentando suportar o assédio de anos, tem que os que levaram grana...", dizia a mensagem.
O afastamento da superintendente de Controle Institucional ocorre em meio à expectativa pela conclusão da auditoria independente contratada pelo BRB junto ao escritório Machado Meyer Advogados, com suporte técnico da Kroll Associates Brasil.
Desde o começo da semana, circula entre empregados do BRB uma tabela com nomes de pessoas supostamente envolvidas nas operações com o Master e as respectivas punições recomendadas, como TCE (tomada de contas especial), demissão ou PAD (processo administrativo disciplinar).
Em um comunicado interno enviado aos empregados na terça (31), o banco negou a veracidade da lista, afirmou que a investigação independente ainda está em curso e que "antecipar quaisquer conclusões ou atribuir responsabilidades neste momento é inadequado".
O Painel apurou que ainda não houve o afastamento de servidores supostamente envolvidos com as operações relacionadas ao Banco Master. A medida deve ser tomada após a conclusão da auditoria forense, conforme demanda da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), ao novo presidente do BRB, Nelson de Souza.
"A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, determinou o afastamento dos dirigentes citados em relatório técnico relacionado ao Banco de Brasília (BRB), como medida necessária para garantir transparência nas apurações", afirmou Celina em nota nesta quarta.

German (DE)
English (US)
Spanish (ES)
French (FR)
Hindi (IN)
Italian (IT)
Portuguese (BR)
Russian (RU)
2 semanas atrás
10





:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/l/g/UvNZinRh2puy1SCdeg8w/cb1b14f2-970b-4f5c-a175-75a6c34ef729.jpg)

:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_08fbf48bc0524877943fe86e43087e7a/internal_photos/bs/2024/o/u/v2hqAIQhAxupABJOskKg/1-captura-de-tela-2024-07-19-185812-39009722.png)








Comentários
Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro